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Qual a estratégia que Lula e Flávio irão adotar no debate da Globo?

Movimentação no teatro do confronto entre os dois candidatos e temas como abertura de sigilo bancário e telefônico de quem concorre e de seus familiares são avaliadas pelos dois adversários

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Disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro pode ditar futuro da América Latina
Disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro pode ditar futuro da América Latina • Reprodução/Campanha Lula/Agência Senado

Ao avaliarem o desempenho dos candidatos durante o debate da TV Bandeirantes, as campanhas de Lula e de Flávio Bolsonaro concordam em um aspecto: não foi um debate propositivo e, por isso mesmo, é pouco provável que tenha convertido votos de indecisos.

O formato do debate da Globo é diferente da Band: está estruturado em três blocos temáticos, com espaço para perguntas entre candidatos. A tendência é de que seja mais propositivo, mas vão seguir os ataques mútuos e candidatos fugindo do tema proposto.

O primeiro bloco do debate da Globo é dedicado às cinco regiões do Brasil, que serão abordadas por sorteio. A cada rodada, o candidato sorteado deve elaborar uma pergunta sobre a região para o adversário. No segundo bloco, cada candidato escolherá seis entre dez temas propostos pela produção da emissora, exibidos em um telão. O terceiro bloco será de tema livre, com espaço para considerações finais dos dois candidatos.

Último antes da eleição deste domingo, 25, o debate da Globo é considerado evento de campanha decisivo nesta reta final, até pelo endurecimento da disputa entre as duas candidaturas. Flávio está numericamente à frente das pesquisas de intenção de voto, mas em situação de empate técnico na maioria dos levantamentos e dos agregadores de pesquisa.

O índice CNN, atualizado com as pesquisas até 18 de outubro, apresenta Flávio com 47% e Lula com 46%. Embora as posições do eleitorado brasileiro estejam bastante cristalizadas e seja estreita a margem de indecisos, é ela que irá definir o futuro do país. O debate é momento de comparação entre as duas candidaturas. As campanhas se preparam para explorar pontos e temas fortes do próprio candidato e fracos do adversário.

Há estratégias que Flávio e Lula vão privilegiar. O debate da Globo prevê a livre movimentação entre os candidatos no teatro da disputa. Flávio Bolsonaro pretende manter a postura no palco que adotou na TV Bandeirantes: se posicionou atrás do presidente quando ele falava, no mesmo enquadramento da câmara. Donald Trump fez isso no debate de 2016 contra a adversária Hillary Clinton.

Esse posicionamento tem três objetivos: desconcentrar o adversário; aparecer ao fundo das imagens em gestos que reprovam a resposta de quem fala; e atrapalhar os cortes para as redes. Mas há riscos: o abuso dessa postura pode gerar também uma percepção de arrogância e desrespeito ao momento de fala do adversário.

Já Lula vai voltar a desafiar Flávio Bolsonaro a abrir o seu próprio sigilo bancário e telefônico, de familiares e de suas empresas, como fez no debate da Band. Nesta segunda, 19, Lula reiterou a intenção de apresentar a toda a sociedade brasileira as suas informações bancárias e telefônicas e as de sua família. E nesta terça, vai formalizar a proposta e pede que Flávio Bolsonaro faça o mesmo, com os dois candidatos entregando ao país as informações juntos.

 

 

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