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Lula, Alcolumbre e Hugo Motta em nova aproximação

Palanques estaduais e eleições das Mesas da Câmara e Senado estreitam relacionamento entre Lula, Davi Alcolumbre e Hugo Motta. União, PP e Republicanos não estão nem com PT nem com o PL em 15 e 11 estados respectivamente, inclusive em Minas Gerais

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Os presidentes da Câmara, Hugo Motta (esq.), da República, Lula (cen.), e do Senado, Davi Alcolumbre (dir.)

O PP e o União caminham nesta eleição neutros na sucessão presidencial, sem entregar o seu tempo de propaganda eleitoral – de 20% do bolo a ser distribuído entre as legendas – nem para Lula (PT), nem para Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Entre os 26 estados e o Distrito Federal, em 15, inclusive Minas Gerais, a Federação União Progressista não se juntou aos candidatos aos governos locais do PT ou do PL. Já, no Amapá, de Davi Alcolumbre, União e PP estarão no palanque à reeleição do governador Clécio Luís (União Brasil), que, por sua vez, está alinhado a Alcolumbre e ao senador Randolfe Rodrigues (PT) em ampla coligação.

Apesar de Davi Alcolumbre ter, em 29 de abril, se unido à base bolsonarista do Senado para derrotar a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), agora há outros interesses em jogo. Alcolumbre também quer o apoio do presidente Lula para se manter no comando do Senado e do Congresso em 2027. A cúpula bolsonarista faz outra aposta para a eleição da Mesa Diretora do Senado: quer apoiar a senadora Tereza Cristina (PP-MS). Nesse sentido, para Alcolumbre, a reaproximação com Lula é estratégica.

Também o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), quer ser reconduzido à Presidência da Câmara em 2027. Assim como a Federação União Progressista, Republicanos está neutro na disputa presidencial. Já nas disputas aos governos de estados, o partido de Hugo Motta mantém a neutralidade em 11 deles, entre os quais Minas Gerais: o senador Cleitinho (Republicanos) empurrou a definição de sua candidatura ao limite, levando o PL de Flávio Bolsonaro a anunciar a candidatura do presidente licenciado da Fiemg, Flávio Roscoe (PL), ao governo do estado.

Em sete estados, inclusive São Paulo, o Republicanos estará com Flávio Bolsonaro. E em outros nove estados, o Republicanos apoia Lula, entre os quais, Paraíba de Hugo Motta. Na Paraíba, ampla coligação em apoio à reeleição do governador Lucas Ribeiro (PP) tem o respaldo do PT e do PSB.

No plano da governabilidade, Lula tem interesse imediato na reaproximação com Alcolumbre e Hugo Motta: mira a sua própria agenda legislativa. São matérias que podem ter um efeito eleitoral positivo na corrida à reeleição, como por exemplo, o fim da escala 6x1, aprovada na Câmara dos Deputados, que está parada no Senado Federal.

E há outras pautas que o governo federal quer destravar no Congresso, entre elas a medida provisória que elimina a chamada “taxa das blusinhas”, que perde a validade em 8 de setembro. A comissão mista para analisar essa MP foi instalada nesta quarta, 12. Também a PEC da Segurança Pública e a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos são temas de interesse do governo federal. Sem o comando das casas legislativas, nada anda.

 

 

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