O que muda na competição ao Senado com a candidatura de Aécio?
Entre as 16 candidaturas, sobrem de quatro para cinco as mais competitivas, segundo cenários eleitorais mensurados em julho, com a presença do tucano.

Aécio Neves, presidente nacional do PSDB e deputado federal, irá confirmar nesta sexta-feira, 28, a sua candidatura ao Senado, que será a única da coligação integrada pela federação PSDB-Cidadania e pelo PDT. Marcelo Heringer (PDT) e Gustavo Galassi (PSDB), candidatos que haviam sido registrados para concorrer, já formalizaram à Justiça Eleitoral o pedido de renúncia. Com a homologação, Aécio substituirá Galassi e, já na semana que vem, irá participar da propaganda eleitoral iniciada nesta sexta-feira com o conteúdo de candidatos ao governo de Minas, ao Senado e à Assembleia Legislativa. O slogan de sua campanha será “O senador de Minas”: ele se apresenta como candidatura não vinculada nem ao bolsonarismo nem ao lulismo, campos políticos que polarizam e protagonizam a disputa nacional. Ex-governador de Minas por duas vezes, Aécio quer retornar à disputa majoritária da política e ocupar espaço no debate nacional, depois de ter sido absolvido em 2022 no caso JBS e de ter tido outros processos arquivados no âmbito da Operação Lavajato.
Com as mudanças, são agora 16 candidaturas ao Senado Federal. Sobem de quatro para cinco as candidaturas com melhor desempenho nas pesquisas divulgadas ao longo dos últimos dois meses. Segundo cenários eleitorais ao Senado Federal simulados em julho pela Quaest, com a presença de Aécio, estão na competição mais dura por um dos dois votos ao Senado: a ex-prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), Aécio Neves, o senador Carlos Viana (PSD), o deputado federal Domingos Sávio (PL) e o ex-secretário de estado de Governo, Marcelo Aro (PP). Até 14 de setembro, prazo em que políticos podem substituir candidaturas da chapa, novas reviravoltas não estão descartadas. O meio político se pergunta, a esta altura do jogo: será que o ex-governador Romeu Zema (Novo) seguirá com a candidatura ao Planalto ou poderá considerar o Senado Federal? Em política, o que parece impossível se concretiza. E particularmente em eleições, diriam as velhas raposas, depois de brigas e todo o barulho em torno das formações de algumas chapas, os profissionais entram em campo.
Jornalista, doutora em Ciência Política e pesquisadora


