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Deputados estaduais sem partido em desespero na reta final

Treze já mudaram de legenda, quatro ainda estão indefinidos. Nesse troca-troca, cresceram a Federação União Progressista, o PSD, a Federação PT-PV-PcdoB e o PL.

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Reta final da janela partidária movimenta a Assembleia Legislativa • Divulgação/ALMG

Treze deputados estaduais mudaram de legenda na Assembleia Legislativa. Quatro estão ainda sem destino. Dentro da tendência de enxugamento do quadro partidário nacional imposta pela cláusula de barreira, 4 grandes partidos e federações cresceram. A Federação União Progressista, que reúne União e PP saltou de 9 para 13 deputados. O PSD tinha 10 e agora tem 14. A Federação PT-PV-PC do B, que tinha 16, agora tem 19. E o PL, de 11 cadeiras passou a 12. 

 

O primeiro motivo para migrar é pragmático. O parlamentar  questiona: os votos que projeto ter serão suficiente para a reeleição naquela chapa? A Federação União Progressista absorveu deputados estaduais convidados a se retirar da Federação PRD-Solidariedade. Foram eles Doorgal Andrada, Doutor Paulo e  Wendell Mesquita. Betinho Duarte do PV e Grego da Fundação, do Mobiliza, também rumaram para a mesma federação. Já o PSD, recebeu os deputados Bosco e Raul Belém, ambos do Cidadania; além do líder do governo João Magalhães, que deixou o MDB e Enes Cândido, que saiu do Republicanos. 

 

As migrações para o PL e a Federação PT-PV-PcdoB tiveram uma segunda característica: foram movimentações de parlamentares com posicionamento em campos ideológicos. Chiara Biondini deixou o PP para o PL; Bella Gonçalves e Ana Paula Siqueira saíram do Psol e da Rede, nessa ordem, para se filiar ao PT. Adalclever Lopes migrou do PSD para o PV. 

 

A bancada do Novo se manteve estável, com dois deputados. Também o Republicanos, seguiu com quatro: perdeu Enes Cândido, por um lado; e, por outro, ganhou Lud Falcão, que era a única parlamentar do Podemos. Perderam representação o PDT, a Federação Psol-Rede, o MDB e a Federação PSDB-Cidadania. 

 

O PSB, que segue até aqui com dois, ainda vai ter uma baixa: Neilando Pimenta foi levado até a porta de saída por Noraldino Júnior e ainda não encontrou novo destino. Ele teve cerca de 85 mil votos na última eleição, o que é uma votação que em geral não interessa às legendas: tira uma vaga de quem já está lá, usando os votos da chapa. Outros dois ainda estão em busca de um partido. Doutor Wilson Batista, do PSD, que em 2022 teve cerca de 66 mil votos, não quer ficar na legenda porque teme que a sua votação não seja suficiente para se reeleger naquela chapa. 

 

Arlen Santiago (Avante) também já recebeu muita porta na cara ao longo da peregrinação nesta caça ao novo partido político. Ele teve 107 mil votos, e se for aceito, vai tirar uma cadeira de quem já está na legenda. Arlen busca novo partido ao lado da filha Laís Santiago, que também quer se candidatar para deputada estadual. 

 

Como todos fazem contas, o mais bobo dá nó em pingo. Nestes tempos de desespero, o MDB poderá ser o destino final desses parlamentares. É uma chapa considerada pouco atrativa. Poderá ser a boia da salvação.

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