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Saiba por que o Google investirá US$ 40 bilhões na Anthropic

Ofensiva ocorre logo após a Amazon também reforçar seus laços com a empresa

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Empregados defendem que a IA seja aplicada em benefício da sociedade
Google • Dragos Condrea

Em um movimento que reafirma a corrida bilionária pela liderança na inteligência artificial, o Google anunciou um investimento de US$ 40 bilhões (aproximadamente R$ 198,59 bilhões) na Anthropic. Segundo informações confirmadas pela startup à AFP nesta sexta-feira (24), o aporte da subsidiária da Alphabet inclui uma participação acionária imediata de US$ 10 bilhões, baseada em uma avaliação de mercado da startup estimada em US$ 350 bilhões. O restante do montante, totalizando US$ 30 bilhões, será liberado conforme o cumprimento de indicadores de desempenho específicos.

A ofensiva do Google ocorre logo após a Amazon também reforçar seus laços com a empresa, planejando um investimento adicional que pode chegar a US$ 25 bilhões, condicionado a metas de performance. Em contrapartida, a Anthropic selou um compromisso de longo prazo com a Amazon Web Services (AWS), prevendo o destino de mais de US$ 100 bilhões em tecnologia de infraestrutura de nuvem ao longo da próxima década para sustentar suas capacidades de processamento.

Esse cenário de investimentos massivos em infraestrutura computacional reflete o rápido crescimento da Anthropic, que anunciou em abril ter triplicado sua receita anualizada em relação ao trimestre anterior. Ao ultrapassar a marca dos US$ 30 bilhões, a companhia superou a OpenAI pela primeira vez em faturamento. No campo institucional, o CEO Dario Amodei manteve recentemente um encontro cordial na Casa Branca, sinalizando uma estabilização na relação com o governo americano após tensões anteriores envolvendo a recusa da empresa em permitir o uso militar irrestrito de seus modelos de IA.

Apesar do sucesso financeiro, a Anthropic enfrenta desafios críticos de segurança com seu modelo mais recente, o Mythos. Embora tenha sido anunciado no início do mês, o sistema não foi liberado ao público devido a preocupações com riscos à cibersegurança. A cautela se provou fundamentada, já que a empresa investiga nesta semana um acesso não autorizado ao modelo, descrito como uma ferramenta potencialmente valiosa para hackers. Para mitigar riscos, o acesso ao Mythos permanece restrito a um grupo seleto de 40 grandes empresas de tecnologia, permitindo que vulnerabilidades sejam corrigidas antes de uma eventual exploração por agentes maliciosos.

Com informações de AFP

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