Quando a antiga parabólica vai sair do ar?
Sinal deve ser desligado no início de 2024: ele pode sofrer interferência da internet 5G, que fica em uma faixa de frequência muito próxima

Desde que a internet 5G começou a ser implantada no Brasil, ficou claro que o sinal de TV recebido pelas antenas parabólicas antigas teria de ser transferido para outra faixa de frequência. Isso porque o 5G opera em espectros próximos — ambos na Banda C — àquele em que esse sinal está e pode causar interferência na transmissão.
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Esse sinal deve ser definitivamente desligado até o início de 2024. Se for necessário, esse prazo pode ser estendido até 31 de dezembro de 2025. Como o sinal 5G é mais potente que o da parabólica e as frequências estão muito próximas, é impossível a convivência das tecnologias. A alternativa é usar a nova parabólica, acomodada em outro espectro — a Banda Ku.
A Banda C receber tanto sinal analógico quanto digital. Já a Banda Ku funciona apenas com sinal digital. Quem adotar a nova parabólica vai continuar a receber o sinal de TV gratuito, mas ele terá qualidade melhor, e ainda vai ter novos canais e programação regional disponíveis. Em geral, a parabólica é indicada para quem está longe dos grandes centros, especialmente na zona rural.
A nova parabólica deve ser instalada em um local sem obstáculos que possam afetar a comunicação com o satélite, como árvores ou construções. Boas opções são paredes altas, telhados ou lajes e a instalação deve ser feita por profissional especializado. O kit da nova parabólica, com antena, receptor, controle e cabos, custa entre R$ 500 e R$ 700.
Alguns usuários podem recebê-la gratuitamente, desde que sua localidade já ofereça a troca de equipamentos — para saber se é seu caso, visite o site Siga Antenado. Para isso, é preciso:
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ter uma parabólica antiga funcionando;
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fazer parte do CadÚnico, sistema que reúne beneficiários de programas sociais do governo federal, como Bolsa Família, Tarifa Social de Energia Elétrica, ID Jovem, Carteira do Idoso e Casa Verde e Amarela.
A antena parabólica funciona como um rebatedor do sinal de satélite geoestacionário (posicionado a cerca de 35 mil quilômetros da Terra). Quando chega ao equipamento, o sinal é rebatido para o captador, que fica no centro da estrutura. Em seguida, ele é convertido e processado pelo receptor que fica próximo à TV.
