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Nasa faz provocação à China e promete pousar na Lua em 2028

Agência destacou que, embora a China tenha feito avanços recentes, os EUA já haviam realizado marcos significativos; competição entre as potências se intensifica, especialmente com os planos chineses de um assentamento lunar

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Artemis II: Nasa mostra fotos dos astronautas admirando a Terra da janela da nave
Artemis II: Nasa mostra fotos dos astronautas admirando a Terra da janela da nave • Nasa/ Redes sociais

A Nasa afirmou, nesta sexta-feira (23), que o programa espacial chinês está ainda na "infância" e nos passos iniciais, apesar de seus avanços. O anúncio aconteceu durante coletiva sobre o programa Artemis III, que levará astronautas a realizar manobras de acoplagem, treinamentos e simulações durante a última fase que levará novamente humanos a pisar na Lua, com previsão para 2028.

Na coletiva, que detalhou novos prazos e parcerias para o voo tripulado à Lua, o diretor da agência espacial provocou o país oriental ao mencionar que apenas em 2003 a China conseguiu mandar seu primeiro voo orbital tripulado, algo que o astronauta norte-americano John Glenn realizou ainda nos anos 60.

"A China viveu seu \"momento John Glenn\", seu primeiro voo espacial orbital tripulado, há apenas 23 anos. Naquela altura, a Nasa não só já havia vencido a primeira corrida espacial, como também tinha levado astronautas à Lua seis vezes. Além disso, já havíamos realizado 113 missões com ônibus espaciais antes mesmo de a China enviar seu primeiro astronauta ao espaço. Desde então, o programa espacial chinês, que antes estava na \"infância\", lançou centenas de satélites de comunicação, de observação da Terra e militares", disse Jared Isaacman, administrador da Nasa.

Somente nos últimos cinco anos, a China lançou Tiangong, um moderno laboratório orbital que rivaliza com a antiga Estação Espacial Internacional, liderada pelos EUA. A China também coletou as primeiras amostras de solo do lado oculto da Lua, um feito que nenhuma outra nação conseguiu repetir.

Uma competição que desafia a gravidade e que se desenvolveu nos bastidores da geopolítica durante décadas está agora ganhando destaque, com a China demonstrando rápidos avanços na tecnologia espacial e os Estados Unidos intensificando a retórica sobre uma iminente batalha pelo controle do cosmos.

Mas é o fato de a China planejar construir um assentamento permanente na Lua até 2040 que provocou uma resposta urgente dos legisladores no Capitólio. Eles declararam uma nova corrida espacial, e a Nasa está prometendo construir um posto avançado lunar americano. Para aumentar a tensão, o desenvolvimento aeroespacial na China é amplamente envolto em segredo, o que dificulta afirmar com absoluta certeza qual país está à frente na disputa. Existem, no entanto, algumas pistas.

A Nasa divulgou, ainda em outubro, a fase final da montagem do foguete da missão Artemis III com a conclusão do empilhamento dos impulsionadores e a instalação dos motores principais do SLS (Sistema de Lançamento Espacial). Segundo a Nasa, o progresso no hardware do foguete e na nave Orion é acompanhado por uma rotina rigorosa de testes de segurança com os astronautas.

Nos próximos meses, o foguete será levado para a plataforma de lançamento para testes de abastecimento e simulações do dia de lançamento. Os painéis solares da nave Orion (que garantem eletricidade, ar e água aos astronautas) foram inspecionados, e a plataforma de lançamento está sendo reparada para o próximo voo.

Os quatro astronautas estão sendo preparados e participando de simulações de evacuação de emergência, procedimentos com os fatos espaciais e resgate no mar com helicópteros. Andre Douglas, o coronel Frank Rubio, Luca Parmitano e Randy Bresnik são os nomes da Artemis III. A missão deve testar capacidades de encontro e acoplagem com aterrissadores comerciais em órbita baixa da Terra, etapa considerada fundamental para futuras operações lunares do programa Artemis.

Randy Bresnik é o comandante da Artemis III, Luca Parmitano, o astronauta italiano, é o piloto. Andre Douglas e o coronel Frank Rubio são os especialistas. O astronauta Bob Heinz também foi anunciado como parte da tripulação reserva.

Com duração de cerca de 10 dias, a missão Artemis II, realizada em abril de 2026, marcou o retorno de astronautas às proximidades da Lua após mais de 50 anos. No entanto, ao contrário das missões Apollo que realizaram pousos, a Artemis II tem como principal objetivo testar sistemas essenciais da nave Orion com humanos a bordo, sem de fato pousar no regolito lunar.

Um dos fatores técnicos centrais é a missão não contar com um módulo de pouso lunar. Segundo a Nasa, a cápsula Orion e o foguete SLS (Sistema de Lançamento Espacial) foram projetados para transporte e navegação no espaço profundo, mas não têm capacidade de realizar o pouso na superfície lunar.

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