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'Grande Mancha Vermelha': entenda tempestade em Júpiter que poderia 'engolir' a Terra

No século XIX, acreditava-se que a tempestade comportava três Terras. Hoje, caberia 'apenas' uma e meia

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Imagem mostra Europa, uma das luas de Júpiter
Júpiter e suas estrelas • B. HOLLER, J.STANSBERRY / ESA, NASA, CSA, STSCI / AFP

Júpiter abriga uma tempestade tão grande que poderia engolir a Terra facilmente, por séculos. A "Grande Mancha Vermelha" é um anticiclone: sistema de altíssima pressão que gira no sentido anti-horário no hemisfério sul do planeta vermelho, como uma espécie de redemoinho de enormes dimensões.

Diferentemente do que acontece por aqui, em Júpiter, esse "freio" não existe. Como o planeta é um dos "gigantes gasosos", ele não possui uma superfície sólida para interromper a fúria da tempestade. A "Grande Mancha Vermelha" flutua sobre um oceano interminável de gases.

Além disso, características específicas do planeta ajudam a manter essa tempestade. O calor interno de Júpiter ascendente e pode estar alimentando a tempestade por baixo. As correntes de jato no corpo celeste, que se movem em direções opostas ao norte e ao sul da mancha, ajudam a manter sua rotação estável e a isolá-la de outras perturbações atmosféricas.

Sob supervisão de Edu Oliveira

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Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.