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Travesti baleada ao tentar proteger amigo morre na Grande BH

No dia do crime, a vítima estava com um jovem, de 20 anos, em casa, quando um homem invadiu o local procurando por esse rapaz

A travesti que foi baleada na cabeça ao proteger um amigo no bairro Jardim Colonial, em Ribeirão das Neves, na Grande BH, morreu na madrugada desta quinta-feira (25). A informação foi confirmada pelo Hospital Risoleta Neves, onde ela estava internada.

No dia do crime, a vítima estava com um jovem, de 20 anos, em casa, quando um homem invadiu o local procurando por esse rapaz. O autor cobrava uma dívida de R$ 300 e desejava matar o jovem.

O homem estava armado e, quando atirou, a travesti, identificada apenas como Márcia, tentou impedir e acabou levando os disparos na cabeça. Ela foi encaminhada já inconsciente ao Hospital Risoleta Neves.

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O rapaz de 20 anos tentou fugir do local portando uma faca e acabou detido pelos policiais. Isso porque, no hospital, a equipe médica ficou na dúvida se os ferimentos eram provenientes de arma de fogo ou de arma branca. Dessa forma, ele precisou prestar esclarecimentos aos militares.

Após três dias internada, a travesti não resistiu aos ferimentos e morreu. Em entrevista à Itatiaia, um pai de santo que era guia espiritual de Márcia afirmou que ela veio de Pernambuco, fazia programas sexuais e era usuária de drogas. Ainda segundo o guia espiritual, ela tinha o perfil de defender quem gosta.

Como Márcia morreu, a delegacia de homicídios de Ribeirão das Neves assumiu o caso.

O que o hospital diz

Em nota, o Hospital Risoleta Neves informou que a vítima chegou acompanhada de uma mulher a unidade de saúde. Porém, a acompanhante não entregou nenhum documento de identidade que identificasse a paciente ou fez menção ao seu nome social.

“Reforçamos que existe uma diretriz institucional para adotarmos o nome social sempre que ele é informado à equipe. O respeito aos direitos dos pacientes e a humanização dos atendimentos são valores fundamentais para a nossa Instituição. Ressaltamos também que a paciente recebeu toda a assistência devida e, diante de um quadro clínico de extrema gravidade, ela veio à óbito”, informou a instituição.


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Jornalista formado em Comunicação Social pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UNI-BH). Na Itatiaia desde 2008, é “cria” da rádio, onde começou como estagiário. É especialista na cobertura de jornalismo policial e também assuntos factuais. Também participou de coberturas especiais em BH, Minas Gerais e outros estados. Além de repórter, é também apresentador do programa Itatiaia Patrulha na ausência do titular e amigo, Renato Rios Neto.
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