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Novos empreendimentos revolucionam a forma de viver e conviver nas cidades

Demanda crescente por espaços abertos, multifuncionais e conectados à natureza resgata um modelo de planejamento urbano esquecido no Brasil

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O novo urbanismo quer resgatar novas formas de viver: integração com a natureza e mais espaços abertos • EPO/Divulgação

A crescente demanda por empreendimentos que integram a praticidade de viver sem grandes deslocamentos, ao mesmo tempo em que incorporam espaços verdes e áreas de convivência, reflete a busca por um equilíbrio entre a vida urbana e a natureza. Esse modelo resgata qualidades das cidades anteriores à fragmentação imposta pelo modelo modernismo.

“O que se chama de ‘bom urbanismo’ não é exatamente uma novidade. Ainda que apresente soluções inovadoras para a vida contemporânea, a abordagem recupera ideias históricas de cidades e bairros mais integrados, menos segregados e abertos à convivência entre pessoas e o ambiente de rua”, explica o arquiteto urbanista e sócio da Bloc Arquitetura Imobiliária, Alexandre Nagazawa.

Alguns exemplos dessa prática, de acordo com Nagazawa, são edifícios sem muros, fachadas ativas voltadas para a rua e calçadas acessíveis e interligadas, que promovem interação, segurança e um senso de pertencimento entre moradores e o espaço urbano.

Bom urbanismo

Um bom urbanismo defende espaços mais integrados, onde a vida cotidiana acontece de forma fluida e sem grandes deslocamentos. A ideia central é criar bairros e centralidades multifuncionais e compactas, que combinem residências, comércio e serviços.

“Esses bairros devem permitir que as pessoas vivam, trabalhem, consumam e se divirtam em um único espaço, reduzindo a dependência do carro. Essa abordagem, além de sustentável, incorpora a visão de cidades que incorporam o caminhar, o uso da bicicleta e espaços públicos acolhedores, essenciais para fortalecer o senso de pertencimento e promover interações saudáveis entre as pessoas”, explica Nagazawa.

O Grupo EPO foi a empresa que iniciou este projeto, desenvolvido pelo arquiteto André Ayres e que conta com a participação de outras incorporadoras que atuam na região. A reurbanização do bairro alia conceitos de sustentabilidade, planejamento urbano, comportamento humano, design e arquitetura para tornar o Vale do Sereno um local capaz de promover uma relação harmoniosa e respeitosa entre o homem, o espaço público e a natureza.

A construtora lançará, em breve, um empreendimento na Avenida Bom Jesus do Vale, onde estão as instalações da igreja que deu nome à via. O empreendimento terá apartamentos de 3 e 4 quartos, além de área de lazer completa.

Os investimentos no Vale do Sereno não param por aí. A construtora está transformando a Rua Ipê Rosa, entre os empreendimentos Sol e Terra, já concluídos, e dos residenciais Brisa e Luar, com as obras em fase final, em um espaço mais agradável, através da melhoria do paisagismo, arruamento, iluminação e mobiliário urbano. Além disso, há um projeto de desenvolvimento que transformará o Vale do Sereno em um bairro mais “caminhável”.

Outra proposta do projeto Novo Vale do Sereno é a criação do Boulevard das Acácias, uma alameda comercial com um amplo calçadão, reunindo empreendimentos comerciais e residenciais de diversas incorporadoras, de modo que as fachadas se conectem por meio de uma “praça” contínua em frente aos edifícios. Dentre os equipamentos do bairro, já foi entregue a revitalização das trilhas ecológicas que circundam o Vale do Sereno.

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