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Ação busca capacitação das empresas do transporte de carga

Criada pelo sindicato do setor, campanha “Frete Justo” quer incentivar cálculo correto de preços e adoção de práticas justas para transportadoras

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Segundo Antonio Luis da Silva Junior, transportadoras enfrentam desafios ao operarem com fretes abaixo do custo • Vinny Andrade

O Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística de Minas Gerais (Setcemg) lança, ainda em janeiro, a Campanha "Frete Justo" voltada para a capacitação das empresas do setor em relação ao cálculo correto de preços, adoção de práticas justas e técnicas de negociação. Com início previsto em fevereiro, a ação conta com treinamentos e cursos, feitos em parceria com a Fundação Adolpho Bósio de Educação no Transporte (Fabet) e Fundação Dom Cabral (FDC), e ministrados na sede do Setcemg, em Belo Horizonte.

O presidente do Setcemg, Antonio Luis da Silva Junior, relata preocupação com a situação operacional das empresas do setor de transportes. Segundo ele, muitas enfrentam desafios significativos ao operar com fretes abaixo do custo, além de lidar com a intensa pressão imposta pelos embarcadores, o que compromete a sustentabilidade das operações e a saúde financeira do setor. Para ele, a situação já foi considerada difícil no passado, mas em 2024 os desafios aumentaram.

De acordo com o dirigente, entre os problemas previstos para 2025 estão a reoneração da folha de pagamento, as condições de trabalho impostas pela decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que declarou inconstitucionais diversos pontos da Lei do Motorista. Isso afetou diretamente os custos e, principalmente, a produtividade, além de criar insegurança jurídica e descontentamento dos motoristas, e que resultará, certamente, em maior número de ações trabalhistas.

“Clientes e embarcadores estão ultrapassando o limite legal das cinco horas nas operações de carga e descarga, e não estão pagando as estadias previstas em lei. Muitos transportadores não exercem seu direito, cedendo às pressões e acabam aceitando condições muito abaixo do determinado pela legislação. Lembrando que o impacto vai além do financeiro, afetando a produtividade de seus equipamentos e aumentando diretamente seus custos”, salienta.

“Nós queremos que elas entendam que sua sobrevivência e saúde financeira dependem de ações imediatas e com a exigência do cumprimento das leis”, afirma.

Acolhimento ao motorista

Outro ponto de destaque da campanha é a questão do acolhimento ao motorista, aspecto que também tem gerado muitas reclamações no setor.

“A maioria dos embarcadores não oferece estruturas adequadas para os motoristas, como banheiros ou locais para refeições, o que reflete diretamente nas condições do ambiente de trabalho, assim como tratamento mais digno e respeitoso”, acrescenta.

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