Rei do Rock no coração do axé: dançarino mineiro celebra 10 anos de folia em Belo Horizonte

Mineiro troca a tranquilidade do interior pela animada folia da capital, representando o “Elvis do Carnaval” no bloco Asa de Banana

“Elvis” marcou presença no Carnaval de Belo Horizonte

No meio da multidão que lota a Avenida Augusto de Lima na tarde deste sábado (14), um topete impecável e os trajes icônicos de Elvis Presley chamam a atenção. Não se trata de um cover comum, mas de Darlen Amorim, de 47 anos, que há uma década faz das ruas de Belo Horizonte o seu palco principal durante o Carnaval.

Natural de Lagoa da Prata, Darlen é veterano na folia da capital. Mais do que um folião, ele é parte da engrenagem que faz o espetáculo acontecer: um dançarino profissional que une trabalho e paixão sob o sol de fevereiro. Este ano, sua missão é representar o Rei do Rock, acompanhando o tema “Axé de Vinil — Rock Anos 80" escolhido pelo bloco Asa de Banana.

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“O Carnaval para mim é essa mistura gostosa de gente, de sabor e de gente bonita que espalha felicidade. Já são 10 anos no Carnaval de BH e sigo firme até terça-feira em outros blocos também”, conta o dançarino, entre um passo e outro.

A Mistura que Deu Certo

A presença de um “Elvis” no meio de um bloco de axé resume o espírito do Asa de Banana em 2026. O grupo, fundado em 2017, decidiu ousar ao fundir a nostalgia do rock oitentista com o balanço baiano. O figurino de Darlen é o reflexo visual dessa proposta.

“Estou com a fantasia de Elvis representando o Rei do Rock dentro desse tema que o Asa escolheu, que é uma homenagem ao gênero com a pegada do Carnaval”, explica Darlen.

Do Galope ao Samba-Rock

Enquanto Darlen e a ala de dança — composta por 30 integrantes — ditam o ritmo visual, a Bateria Voadora garante a pressão sonora. Clássicos como “Take on Me” (A-Ha) e “Jump” (Van Halen) ganharam arranjos de galope e samba, transformando a Augusto de Lima em um grande baile híbrido.

Para Pedro Lusz, fundador e vocalista do bloco, a escolha do tema toca na memória afetiva do público e da própria banda. “A gente trouxe essa novidade para a avenida para que todo mundo sinta essa nostalgia maravilhosa. O rock dos anos 80 traz uma questão afetiva muito grande”, afirma.

Maratona de Alegria

Para Darlen, o desfile do Asa de Banana é apenas o começo. Com uma agenda que se estende até a terça-feira de Carnaval, o dançarino de Lagoa da Prata personifica o crescimento do Carnaval de BH, que hoje atrai talentos de todo o estado.

Seja ao som do “apagão” instrumental em homenagem a Bell Marques ou nos riffs de guitarra adaptados ao surdo, o Elvis mineiro garante que a energia não vai cair. Afinal, como ele mesmo define, a magia está na “mistura de gente” que só o Carnaval belo-horizontino consegue reunir.

Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de cidades, agro e saúde

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