No meio da multidão que
Natural de Lagoa da Prata, Darlen é veterano na folia da capital. Mais do que um folião, ele é parte da engrenagem que faz o espetáculo acontecer: um dançarino profissional que une trabalho e paixão sob o sol de fevereiro. Este ano, sua missão é representar o Rei do Rock, acompanhando o tema “Axé de Vinil — Rock Anos 80" escolhido pelo bloco Asa de Banana.
“O Carnaval para mim é essa mistura gostosa de gente, de sabor e de gente bonita que espalha felicidade. Já são 10 anos no Carnaval de BH e sigo firme até terça-feira em outros blocos também”, conta o dançarino, entre um passo e outro.
A Mistura que Deu Certo
A presença de um “Elvis” no meio de um bloco de axé resume o espírito do Asa de Banana em 2026. O grupo, fundado em 2017, decidiu ousar ao fundir a nostalgia do rock oitentista com o balanço baiano. O figurino de Darlen é o reflexo visual dessa proposta.
“Estou com a fantasia de Elvis representando o Rei do Rock dentro desse tema que o Asa escolheu, que é uma homenagem ao gênero com a pegada do Carnaval”, explica Darlen.
Do Galope ao Samba-Rock
Enquanto Darlen e a ala de dança — composta por 30 integrantes — ditam o ritmo visual, a Bateria Voadora garante a pressão sonora. Clássicos como “Take on Me” (A-Ha) e “Jump” (Van Halen) ganharam arranjos de galope e samba, transformando a Augusto de Lima em um grande baile híbrido.
Para Pedro Lusz, fundador e vocalista do bloco, a escolha do tema toca na memória afetiva do público e da própria banda. “A gente trouxe essa novidade para a avenida para que todo mundo sinta essa nostalgia maravilhosa. O rock dos anos 80 traz uma questão afetiva muito grande”, afirma.
Maratona de Alegria
Para Darlen, o desfile do Asa de Banana é apenas o começo. Com uma agenda que se estende até a terça-feira de Carnaval, o dançarino de Lagoa da Prata personifica o crescimento do Carnaval de BH, que hoje atrai talentos de todo o estado.
Seja ao som do “apagão” instrumental em homenagem a Bell Marques ou nos riffs de guitarra adaptados ao surdo, o Elvis mineiro garante que a energia não vai cair. Afinal, como ele mesmo define, a magia está na “mistura de gente” que só o Carnaval belo-horizontino consegue reunir.