Noite dos leques toma conta do Marco Zero e arrasta multidão em Carnaval no Recife

Acessório vira febre entre foliões durante shows de Bloco do Silva e Lineker; programação ainda reúne Ludmilla e Neiff no principal palco do Carnaval

Este é o terceiro dia de shows no palco do Marco Zero

O Marco Zero, principal polo do Carnaval do Recife, foi tomado por uma multidão na noite deste sábado (14), apelidada pelos foliões de “noite dos leques”. O acessório virou febre e se espalhou pelo público que acompanhou os shows do Bloco do Silva e de Lineker. A programação da noite ainda prevê apresentações de Ludmilla e Neiff.

“Hoje é o nosso dia. Pode chover, ter multidão, seja o que for, eu vou aproveitar”, afirmou o estudante de veterinária Marco Souza, de 22 anos, que curtiu a festa ao lado do namorado.

Este é o terceiro dia de shows no palco do Marco Zero. A abertura da programação ocorreu na quinta-feira (12), com apresentações de Lenine, Dominguinho e Rafaela Santos. Na sexta-feira (13), foi a vez de Vanessa da Mata, Iza e Priscila Santos animarem o público. A agenda segue até a próxima terça-feira (17), com nomes como Pixote, Alok, Elba Ramalho e Alceu Valença, entre outros.

“Estou vindo desde quinta-feira e todos os dias estão ótimos, mas o que mais esperei foi hoje. Estou aqui só pela Ludmilla”, contou a contadora Vanessa Costa, de 27 anos, moradora de Fortaleza (CE), que pelo segundo ano consecutivo escolheu o Recife para passar o Carnaval com um grupo de amigas.

Campanhas

A organização do evento tem reforçado, no intervalo entre os shows, mensagens de combate à homofobia e à transfobia. Os organizadores orientam o público a denunciar qualquer prática discriminatória, lembrando que a homofobia é crime no Brasil, conforme decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA), Pernambuco ocupou o 7º lugar no ranking nacional de assassinatos de pessoas trans em 2024, com oito mortes registradas no período. O levantamento integra o dossiê anual produzido pela entidade sobre violência contra a população trans no país.

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Jornalista formado pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH) e pós-graduado em Jornalismo nos Ambientes Digitais pela mesma instituição. Possui experiência como repórter, produtor e coordenador de telejornal.

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