O bloco Pena de Pavão de Krishna, que funde o misticismo hindu às tradições de matrizes africanas, coloriu a Av. José Cândido da Silveira na manhã deste domingo (15). Completando 13 anos de história, o grupo transformou a região Nordeste em um cenário onde o azul da pele e o brilho dos adereços dão o tom da festa.
O cortejo, que nasceu em 2013 com a missão de unir música e espiritualidade, reafirma em 2026 seu papel como um dos blocos mais acolhedores da capital, priorizando um trajeto leve e arborizado, ideal para crianças, idosos e pessoas com mobilidade reduzida.
Tradição que passa de pai para filho
Para muitos foliões, o “Pena” já faz parte do calendário fixo da família. É o caso de Gustavo Alexander de Melo, de 41 anos, que frequenta o bloco há anos.
“Esse bloco aqui é tradição. A gente sempre vem porque ele é muito de criança, de família, tranquilo. Tem esse astral gostoso, sempre azul e brilhante”, conta Gustavo, que destaca a estrutura do local. "É importante introduzir as crianças em um bloco onde elas podem participar, próximo à natureza, com sombra e grama” conclui.
Além da sonoridade que mistura mantras e ritmos brasileiros, a gastronomia colaborativa é marca registrada do grupo. Sofia, vestida a caráter como um pavão, resumiu a experiência de quem aproveita a folia com o pé no chão: “Eu gosto muito. Hoje estou de pavão porque o bloco é do pavão! O que eu fiz? Dancei, pulei e comi melancia, pão e berinjela”, relatou.
Com um percurso curto e focado na acessibilidade, o Pena de Pavão de Krishna encerra o desfile no início da tarde.