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'Tinha que morrer, infartar, ter um câncer', diz  Monique Medeiros sobre pai do menino Henry

Nessa quarta-feira (5), o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou uma nova prisão para Monique Medeiros

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Ministro analisou recurso dos advogados do pai da criança
Ministro analisou recurso dos advogados do pai da criança • TJRJ/ divulgação

Monique Medeiros, ré no processo da morte do filho Henry Borel com o ex-vereador Jairinho, disse que espera que seu ex-marido e pai de seu filho, Leniel Borel, morra. A mensagem foi enviada em 3 de outubro do ano passado para uma amiga e revelada, nessa quinta-feira (6) pelo RJ2, da TV Globo.

“Amiga, que homem desgraçado, cara. Olha… Meu Deus… Se eu encontro ele na rua, não sei o que eu faço não. Juro. Gosto nem de pensar. Ele é pior que o MP porque ele só quer vingança. Esse homem. É ódio puro no coração dele. Tinha que morrer, infartar, ter um câncer”, disse Monique.

Leniel comentou a gravação. “Era muito difícil ver isso todo dia, receber esse tipo de informação dela que de alguma forma estava tentando criar um personagem. Monique vem tentando criar um personagem de mulher agredida, de vítima de violência doméstica e, por último, agora ela vem criando um personagem de que ela sofria comigo a mesma coisa que ela sofria com o Jairo, que ela era uma vítima e não a pessoa que causou tudo aquilo.”

Monique volta a prisão

Nessa quarta-feira (5), o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou uma nova prisão para Monique Medeiros, acusada pela morte de seu filho, Henry Borel, em março de 2021.

O ministro analisou um recurso dos advogados do pai da criança, Leniel Borel, que atua como assistente de acusação no caso. O recurso foi em relação a uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que revogou a prisão preventiva de Monique em agosto de 2022.


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Monique é acusada do crime juntamente com o seu então namorado, o ex-vereador do Rio de Janeiro Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho.

Henry Borel morreu após ser levado desacordado para o hospital pelos dois. A suspeita é que a criança tenha sido agredida por Jairinho. No entanto, ele e Monique negam que tenha havido qualquer agressão ao garoto. Na versão de ambos, o menino se machucou ao cair da cama em que dormia.

Gilmar Mendes constatou que o entendimento do STJ de revogar a prisão preventiva de Monique Medeiros se distancia da realidade dos autos e contraria a jurisprudência dominante do STF, o que explica a nova ordem de prisão.

O ministro também relembrou em seu voto que Monique é acusada de “tolerar o sofrimento e a tortura de seu filho.” Por esse motivo, segundo Mendes, ela colaborou “eficazmente para a consumação do crime de homicídio (…) sendo conhecedora das agressões que o menor de idade sofria do padrasto e estando ainda presente no local e dia dos fatos”.

O ministro também explica que não é possível formar qualquer juízo de valor definitivo sobre a autoria do crime, já que o caso vai a júri popular. Entretanto, a prisão preventiva havia sido decretada baseada na gravidade do ocorrido.

No dia 27 de julho, a Justiça do Rio de Janeiro negou o pedido de liberdade feito pela defesa de Jairinho e incluiu mais crimes no processo a que ele e Monique respondem pelo assassinato de Henry Borel.

Com a decisão, foi mantida a determinação para que os dois acusados sejam julgados em júri popular.

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