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Terceiro suspeito de participar da morte de advogado no RJ é preso; PC investiga elo com jogo do bicho

Segundo as investigações, César é suspeito de monitorar o advogado no dia do crime junto de Eduardo Sobreira, outro suspeito de envolvimento na execução

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Na foto, o advogado Rodrigo Marinho Crespo • Redes sociais/ reprodução

A Polícia Civil prendeu um terceiro envolvido na morte do advogado Rodrigo Marinho Crespo, executado no Centro do Rio de Janeiro, no dia 26 de fevereiro. César Daniel Mondego foi identificado nessa segunda-feira (4), e teve a prisão decretada pela Justiça. Outros dois envolvidos estão foragidos e seguem sendo procurados.

Segundo as investigações, César é suspeito de monitorar o advogado no dia do crime junto de Eduardo Sobreira, outro suspeito de envolvimento na execução. Os dois estavam em um Gol branco, similar ao dos executores.

Eduardo Sobreira segue foragido. A polícia também procura pelo policial militar Leandro Machado da Silva, de 39 anos, responsável por alugar o carro suado pra monitorar a vítima e por coordenar a logística do crime. Leandro é lotado no batalhão de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, e desde então não compareceu mais a unidade.

Segundo os policiais, as investigações apontaram uma relação entre os investigados e o jogo do bicho. Isso porque em uma locadora de carros, onde Leandro Machado alugou um dos veículos usados no crime, os agentes encontraram indícios de que o PM trabalhava como segurança do contraventor Vinícius Drummond, filho do bicheiro Luizinho Drummond, que morreu em 2020.

“Eles já faziam esse aluguel cotidianamente com essa locadora de vários veículos. E dentro da pasta do policial Machado havia vários veículos relacionados ao Vinícius Drummond e quando nós levamos o dono da locadora para a DH para ser ouvido, no momento da oitiva dele, o Vinícius Drummond estava ligando insistentemente para essa testemunha que estava prestando depoimento”, disse o Delegado Felipe Cury.

Apesar das suspeitas da polícia, a justiça negou o pedido de busca e apreensões nos endereços ligados a Vinicius Drummond.

Os investigadores também descobriram que os suspeitos de envolvimento no assassinato fazem parte de um grupo de matadores de aluguel. Segundo o delegado Alexandre Herdy, o grupo, que tem como integrantes César, que foi preso nesta terça, e o policial Machado, que está foragido, já vinha sendo investigado.

“Nos já tínhamos um trabalho em cima de um grupo criminoso e nós conseguimos cruzar o Leandro Machado a outro investigado nosso, que também já está envolvido em outros homicídios bem sofisticados e de extrema ousadia. Então a solução rápida desse caso dependeu também de uma série de conhecimentos que nós já detínhamos e permitiu, dessa forma, apresentar essa rápida solução.”

Os investigadores ainda apuram quem seriam os autores intelectuais do crime, os executores e a motivação do assassinato.

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Diana Rogers tem 34 anos e é repórter correspondente no Rio de Janeiro. Trabalha como repórter em rádio desde os 21 anos e passou por cinco emissoras no Rio: Globo, CBN, Tupi, Manchete e Mec. Cobriu grandes eventos como sete Carnavais na Sapucaí, bastidores da Copa de 2014 e das Olimpíadas em 2016.