Coordenadora da creche onde bebê de 1 ano escapou sozinho em SC é exonerada do cargo
Vigilante da unidade onde a criança ficava também foi afastado de suas atividades após o ocorrido; os dois funcionários foram indiciados pela Polícia Civil de Santa Catarina pelo crime de abandono de incapaz

A Prefeitura de Braço do Norte, cidade no Sul de Santa Catarina, exonerou a coordenadora da creche onde um bebê de 1 ano e 6 meses saiu sozinho da unidade e caminhou pelas ruas até chegar ao trabalho da mãe. O vigilante que atuava no local também foi afastado de suas atividades. As medidas foram anunciadas nesta quinta-feira (1º), após o município ter acesso ao inquérito policial.
O caso, porém, aconteceu na última sexta-feira (25). Segundo a investigação, o bebê deixou a creche sem ser percebido e percorreu cerca de 110 metros sozinho pelas ruas da cidade. Câmeras de segurança registraram a criança caminhando até chegar ao estabelecimento onde a mãe dela trabalhava.
Ao chegar ao local, o menino bateu na porta de vidro. Uma funcionária percebeu que ele estava sozinho, o pegou no colo e o levou para dentro da empresa. Em seguida, a mãe identificou a criança.
Confira imagens:
Polícia Civil indiciou funcionários
A Polícia Civil de Santa Catarina indiciou a coordenadora da instituição e o vigilante por abandono de incapaz. Segundo o inquérito, o portão de acesso da creche vinha sendo mantido aberto continuamente, o que favoreceu a fuga da criança.
A unidade passava por reformas, situação apontada como justificativa para que a entrada permanecesse aberta. Ainda de acordo com a investigação, o vigilante não estava na unidade no momento em que o bebê deixou o local, o que, segundo a polícia, teria deixado o acesso sem a vigilância necessária.
Prefeitura mantém sindicância
A administração municipal informou que a exoneração da coordenadora e o afastamento do vigilante foram determinados após o acesso ao conteúdo do inquérito. Segundo a prefeitura, as medidas têm como objetivo preservar a segurança das crianças, a regularidade do serviço público e o andamento da apuração administrativa. A sindicância aberta pelo município continua em andamento. O procedimento deverá analisar os elementos apresentados pela investigação policial e ouvir os envolvidos.
A prefeitura também ressaltou que o indiciamento feito pela Polícia Civil é uma etapa da investigação e não representa condenação ou decisão definitiva de responsabilidade. O caso ainda será submetido às demais providências previstas na legislação.
Estudante de Jornalismo na PUC e apaixonada pela área, Gabriela Neves gosta de contar histórias empolgantes e desafiadoras. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e mundo. Tem experiência em marketing pela Rock Content, cobertura de cidades pela Record Minas e assessoria política na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.
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