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Idosa morre, e estudante de biomedicina é preso após procedimento clandestino

Jovem sem habilitação médica realizava intervenções estéticas invasivas em clínicas de Curitiba; caso é investigado como homicídio

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Aluno foi indiciado por exercício ilegal da medicina e pode responder também por homicídio • Divulgação | PCPR

Um estudante de biomedicina foi preso preventivamente nesta quarta-feira (1°) em Curitiba, na capital do Paraná. O jovem, de 22 anos, foi indiciado pela morte de uma idosa de 66 anos, vítima de complicações decorrentes de procedimentos estéticos realizados de forma clandestina pelo aluno. 

De acordo com a Polícia Civil do Paraná, o estudante, que não possuía registro profissional, atuava oferecendo serviços estéticos nas redes sociais, como preenchimentos e aplicações de substâncias no corpo. As autoridades também identificaram que os atendimentos eram realizados em diferentes pontos da cidade, sem estrutura adequada e sem autorização dos órgãos de saúde. 

Segundo as investigações, a idosa, que morreu, foi submetida a uma série de procedimentos invasivos, incluindo lipoaspiração de papada, aplicação de plasma facial e lipoenxertia nos seios. Após o atendimento, ela apresentou complicações graves e morreu dias depois, em decorrência de choque séptico e infecção generalizada. O caso aconteceu em outubro de 2025. 

A polícia aponta que o estudante assumiu o risco de provocar a morte ao realizar procedimentos cirúrgicos sem qualificação e em locais inadequados, o que pode configurar homicídio doloso, quando há consciência do risco. 

Durante a operação que resultou na prisão do jovem, os agentes também apreenderam medicamentos, seringas e materiais utilizados nos procedimentos clandestinos. A ação contou com apoio da Vigilância Sanitária e do Conselho Regional de Medicina. Confira imagens dos materiais detidos pela polícia:

O estudante foi localizado após denúncias anônimas apontarem que o jovem continuava a realizar procedimentos irregulares mesmo após ter estado à frente das intervenções estéticas que provocaram a morte da idosa. 

O aluno foi indiciado por exercício ilegal da medicina e pode responder também por homicídio.

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Estudante de Jornalismo na PUC e apaixonada pela área, Gabriela Neves gosta de contar histórias empolgantes e desafiadoras. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e mundo. Tem experiência em marketing pela Rock Content, cobertura de cidades pela Record Minas e assessoria política na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.