Homem é preso suspeito de manter esposa e filhas em cárcere privado por dois anos no Paraná
Caso foi descoberto depois que filha de 16 anos procurou ajuda na escola; mulher e três filhas eram impedidas de sair de casa e usar celulares

Um homem de 41 anos foi preso em flagrante suspeito de manter a própria companheira, de 39 anos, em cárcere privado por cerca de dois anos na cidade de Laranjeiras do Sul, na região Centro-Sul do Paraná. A situação foi descoberta depois que uma das filhas do casal, de 16 anos, procurou ajuda na escola onde estuda. O homem foi detido nesta quarta-feira (30).
Segundo a Polícia Civil do Paraná (PCPR), a mulher e as três filhas eram impedidas de deixar a residência e não tinham acesso a aparelhos celulares próprios, o que dificultava o contato com familiares e a possibilidade de pedir ajuda.
A vítima relatou aos policiais que só conseguia utilizar o celular do companheiro para se comunicar com outras pessoas. As mensagens eram fiscalizadas por ele e precisavam de autorização para serem enviadas. A mulher também afirmou que temia pela própria integridade e pela segurança das filhas.
Adolescente pediu ajuda na escola
A denúncia chegou às autoridades depois que a filha adolescente do casal, de 16 anos, decidiu contar a situação na escola. Segundo informações divulgadas pela polícia, ela também relatou que sofria ameaças e violência por parte do pai. Após receber as informações, equipes do Grupo de Diligências Especiais (GDE) de Laranjeiras do Sul, com apoio da Polícia Penal do Paraná, foram até a residência da família.
Os policiais encontraram o casal no imóvel e conversaram separadamente com a mulher. Ela confirmou que tinha a liberdade de locomoção restringida e manifestou o desejo de deixar a situação, além de solicitar medidas protetivas de urgência para ela e as filhas.
O suspeito foi preso e encaminhado para os procedimentos legais. A ocorrência foi registrada como sequestro e cárcere privado, ameaça contra a mulher e injúria. O nome do homem não foi divulgado pelas autoridades para preservar a identidade e a segurança das vítimas.
A delegada Raiza Bedim, responsável pelo caso, destacou que a possibilidade de a vítima ou alguém próximo conseguir comunicar a situação às autoridades pode ser fundamental para interromper episódios de violência e permitir a atuação policial. No Paraná, denúncias podem ser feitas pelo 190, em situações que exigem atendimento imediato, pelo 197, da Polícia Civil, ou pelo 181, de forma anônima.
Estudante de Jornalismo na PUC e apaixonada pela área, Gabriela Neves gosta de contar histórias empolgantes e desafiadoras. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e mundo. Tem experiência em marketing pela Rock Content, cobertura de cidades pela Record Minas e assessoria política na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.
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