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Governo do Paraná anuncia paralisação das aulas em escolas afetadas por tornado

Nesta segunda-feira (10), ao menos 20 centros de ensino municipais e estaduais não receberam os alunos por determinação da Secretaria de Estado da Educação

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Imagens mostram rastro de destruição deixado por tornado no Paraná
Rastro de destruição deixado por tornado, causado por atuação de ciclone extratropical, no Paraná • Reprodução/ Atento News

O governo do Paraná anunciou, na manhã desta segunda-feira (10), que, ao menos, 20 escolas municipais e estaduais afetadas pelo tornado, registrado na última sexta-feira (7), tiveram as aulas paralisadas. Somente em Rio Bonito do Iguaçu, cidade mais afetada pelo temporal, são 18 centros de ensino sem atividades.

Segundo a nota da Secretaria de Estado da Educação (SEED-PR), “haverá avaliações periódicas nos próximos dias” sobre a manutenção da paralisação das aulas nessas escolas.

Além dos centros de ensino de Rio Bonito do Iguaçu, ainda foram paralisadas as aulas na Escola Estadual Walerian, em Assaí, e no Colégio Estadual Odete Borges, em Pitangueiras.

“A Secretaria da Educação, em conjunto com o Fundepar, já atua na reorganização e reconstrução das unidades escolares afetadas, garantindo que o retorno das aulas ocorra com segurança e no menor prazo possível”, finalizou a SEED-PR em nota.

22 pessoas seguem internadas

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) divulgou, nesta segunda, boletim em que atualizou para 22 o número de pessoas internadas em hospitais no Paraná. Não há informações de quadro graves entre esses pacientes.

Na comparação com o boletim anterior, divulgado no domingo (9). Dez pacientes receberam alta hospitalar.

Essas 22 pessoas internadas estão, em sua maioria, em hospitais de Guarapuava (14), município da Região Centro-Sul do Paraná e próximo a Rio Bonito do Iguaçu, cidade mais atingida pelo tornado. Outras cinco pessoas estão lotadas em Laranjeiras do Sul e outras três em Cascavel.

Com ventos acima dos 250 km/h, o tornado que devastou diversos municípios do Paraná atingiu a classificação EF3 - a terceira maior escala de força, segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar).

O Simepar fez a classificação do tornado com base nas imagens da destruição provocada pelo fenômeno climático e de radares meteorológicos.

Ainda de acordo com o Simepar, o tornado se formou de um ciclone extratropical que atingiu algumas partes da Região Sul.

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Jorge de Sousa colabora com a Itatiaia na cobertura do tornado que arrasou cidades no interior do Paraná e de Santa Catarina.