Vigilante morre após ser baleado em canteiro de obras do Aeroporto de Congonhas, em SP
Sylvio Volcy, haitiano, de 37 anos, foi atingido por um disparo na região do tórax, na madrugada desta segunda-feira (20); até agora, ninguém foi preso

Um vigilante, de 37 anos, foi morto a tiros dentro da obra de ampliação do Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, durante a madrugada desta segunda-feira (20). Segundo a Polícia Militar, o caso aconteceu por volta de 1h50 no Portão 4 do Terminal.
Quando os policiais chegaram, encontraram o homem, identificado como Sylvio Volcy, caído de bruços perto de um banheiro químico, já sendo atendido por uma equipe médica do próprio aeroporto. Ele chegou a ser levado para a UPA Jabaquara, mas não resistiu aos ferimentos.
De acordo com o boletim de ocorrência, Sylvio foi atingido por um disparo na região do tórax. No local, havia marcas de sangue desde a guarita onde ele trabalhava até o ponto onde foi encontrado. Perto do corpo, estavam um cadeado, uma chave e um cordão usados no portão da obra.
Testemunhas contaram que o vigilante trabalhava sozinho no turno da noite. Um encarregado da obra disse que falou com Sylvio horas antes e percebeu que ele estava nervoso. Já outro funcionário afirmou que, ao voltar ao local, encontrou o portão semiaberto e o vigilante caído.
Um segurança que trabalhava em outro ponto do aeroporto relatou ter ouvido um barulho parecido com um disparo e, logo depois, viu três suspeitos fugindo, sendo dois a pé e um em uma moto pequena.
A área não possui câmeras de monitoramento na parte da obra, o que pode dificultar a investigação. A perícia foi acionada e exames foram solicitados para ajudar a esclarecer o caso.
Sylvio era haitiano, trabalhava como vigilante há cerca de três meses e não estava armado no momento do crime. Até agora, ninguém foi preso e a motivação ainda é desconhecida.
O que diz a Aena Brasil
A Aena Brasil, que administra o Aeroporto de Congonhas, informou, por meio de nota, que “na madrugada desta segunda-feira (20), um vigilante que fazia a segurança patrimonial em um canteiro de obras do Aeroporto de Congonhas, local afastado do terminal de passageiros, foi ferido. As equipes de emergência do aeroporto e a Polícia Civil foram acionadas e prestaram imediatamente os primeiros socorros. A vítima foi encaminhada ao hospital, mas, infelizmente, não resistiu e veio a óbito. A Aena presta as mais sinceras condolências à família e está à disposição das autoridades para auxiliar nas investigações do caso, que serão conduzidas pelas autoridades policiais”.
O que diz a SSP
Em nota, a Secretaria de Segurança Pública informou que "a 2ª Delegacia de Atendimento ao Turista (DEATUR) investiga o homicídio de um vigilante, de 37 de anos, ocorrido na madrugada desta segunda-feira (20), em uma obra de ampliação do Aeroporto de Congonhas, na Praça Comandante Linneu Gomes, na zona sul da capital. A vítima foi encontrada ferida por disparo de arma de fogo, socorrida pela concessionária aeroportuária e levada à UPA Jabaquara, mas não resistiu. O celular e um crachá foram apreendidos. Foram requisitados exames ao IC e ao IML e demais diligências seguem em andamento para a identificação da autoria do crime e o completo esclarecimento dos fatos".
Yuri Cavalieri é jornalista e pós-graduado em política e relações internacionais. Tem mais de 13 anos de experiência em rádio e televisão. É correspondente da Itatiaia em São Paulo. Formado pela Universidade São Judas Tadeu, na capital paulista, começou a carreira na Rádio Bandeirantes, empresa na qual ficou por mais de 8 anos como editor, repórter e apresentador. Ainda no rádio, trabalhou durante 2 anos na CBN, como apurador e repórter. Na TV, passou pela Band duas vezes. Primeiro, como coordenador de Rede para os principais telejornais da emissora, como Jornal da Band, Brasil Urgente e Bora Brasil, e repórter para o Primeiro Jornal. Em sua segunda passagem trabalhou no núcleo de séries e reportagens especiais do Jornal da Band.



