SP: vigilâncias Sanitária e Epidemiológica inspecionam hospital após mortes de bebês
Órgãos estaduais e municipais investigam as circunstâncias de 35 óbitos de crianças registrados neste ano no Hospital Salvalus; Polícia Civil também apura casos de infecção generalizada

Os Centros de Vigilância Sanitária (CVS) e de Vigilância Epidemiológica (CVE) do Estado de São Paulo, em conjunto com a Vigilância Epidemiológica Municipal, realizaram nesta sexta-feira (23) uma inspeção no Hospital Salvalus, no bairro da Mooca, na Zona Leste da capital paulista. A ação ocorre em meio à repercussão de mortes de bebês e crianças registradas na unidade ao longo do ano.
As equipes de fiscalização avaliaram as condições de funcionamento das unidades neonatal e pediátrica, os protocolos de higienização e prevenção de infecções hospitalares, além do monitoramento dos indicadores assistenciais e das mudanças no perfil de atendimento a pacientes de alta complexidade.
Em nota, os órgãos de vigilância informaram que toda a documentação coletada durante a inspeção está em análise prioritária para orientar as medidas administrativas cabíveis, conforme a legislação vigente.
Investigação policial
Paralelamente à fiscalização sanitária, a Polícia Civil de São Paulo investiga casos de mortes de crianças na instituição. Seis ocorrências já são apuradas formalmente pelo 8º Distrito Policial (Brás).
Segundo relatos de familiares e representantes jurídicos, as vítimas, com idades entre zero e três anos, teriam contraído infecções hospitalares durante ou após a realização de cirurgias (como correções de má-formação e procedimentos digestivos), evoluindo para quadros de sepse e outras complicações fatais. Representantes de famílias afetadas afirmam que dezenas de casos vêm sendo mapeados em diferentes delegacias do estado.
A Polícia Civil informou que realiza diligências, incluindo a oitiva de profissionais de saúde e testemunhas, além da análise detalhada de prontuários médicos para esclarecer as causas dos óbitos.
O que diz o hospital
Em nota oficial, o Hospital Salvalus (que pertence à rede Hapvida, do grupo NotreDame Intermédica) declarou que não havia recebido notificação formal sobre os procedimentos até o momento da inspeção e que permanece à disposição das autoridades.
A instituição afirmou que trata os relatos com máxima seriedade, mas pondera que "situações clínicas distintas não podem ser atribuídas a uma mesma causa sem comprovação técnica".
A unidade destacou ainda que é referência em maternidade de alto risco e assistência pediátrica complexa, atendendo a milhares de crianças com quadros graves e históricos clínicos variados, razão pela qual, segundo a unidade, as avaliações preliminares não apontaram uma origem infecciosa comum entre os casos analisados.
A Rádio de Minas. Tudo sobre o futebol mineiro, política, economia e informações de todo o Estado. A Itatiaia dá notícia de tudo.



