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Sobe para 40 o número de casos confirmados de sarampo no estado de São Paulo

Sem mortes registradas, estado monitora queda na transmissão, mas faz alerta para baixa cobertura vacinal entre os doentes

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Pais são alertados a vacinar filhos contra sarampo em SP • Marcelo Camargo / Agência Brasil

O estado de São Paulo confirmou nesta quinta-feira (1º) três novas ocorrências de sarampo, elevando para 40 o número total de contágios registrados ao longo de 2026. De acordo com dados do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE-SP) e da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP), todas as três novas infecções foram notificadas na capital paulista. Os pacientes são dois jovens, de 18 e 21 anos, e um bebê de um ano.

Apesar do aumento, o governo estadual reforçou que não há registros de mortes decorrentes da doença em 2026 e que as novas contaminações estão atreladas a cadeias de transmissão já conhecidas e sob monitoramento contínuo das equipes de vigilância em saúde desde junho. O acompanhamento epidemiológico indica uma tendência de desaceleração do contágio no estado.

Alerta para a imunização

Um dos pontos que mais gera preocupação nas autoridades sanitárias é a ausência ou incompletude da vacinação entre os infectados. Dos 40 casos confirmados em São Paulo neste ano, 30 ocorreram em pessoas que não possuíam histórico vacinal contra o vírus ou que apresentavam o esquema de proteção incompleto.

A capital paulista concentra a grande maioria dos registros, somando 36 diagnósticos. As demais ocorrências distribuem-se na Região Metropolitana:

  • São Bernardo do Campo: 2 casos

  • Guarulhos: 1 caso

  • Santo André: 1 caso

Nas cidades do ABC e em Guarulhos, a vigilância sanitária projeta o encerramento das cadeias de transmissão locais após períodos consecutivos sem novos diagnósticos. Até o momento, mais de 1.700 suspeitas de sarampo foram investigadas e descartadas em todo o estado.

Avanço na cobertura e quem deve se vacinar

Para conter o avanço da circulação viral, o Estado registrou avanço no índice de vacinação ao longo dos meses. Entre abril e julho de 2026, a cobertura da primeira dose da vacina tríplice viral subiu de 86,56% para 93,24%, aproximando-se da meta de 95% estipulada pelo Ministério da Saúde. A segunda dose também apresentou crescimento, passando de 72,72% para 78,37% no mesmo período.

A vacina contra o sarampo (tríplice viral) previne também contra caxumba e rubéola e está disponível gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) de todos os 645 municípios paulistas.

Público-AlvoDiretriz de Vacinação
Crianças (6 a 11 meses)Aplicação da "dose zero" em áreas prioritárias (SP, São Bernardo, Guarulhos e Santo André) ou após contato com suspeitos. (Não substitui a rotina).
Bebês aos 12 e 15 meses1ª dose aos 12 meses (tríplice viral) e 2ª dose aos 15 meses (tetraviral).
Pessoas de 1 a 29 anosDevem comprovar duas doses registradas no cartão.
Adultos de 30 a 59 anosDeve ter ao menos uma dose registrada.
Trabalhadores da SaúdeDevem comprovar duas doses, independentemente da idade.
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