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Prisão de tenente-coronel envolve ação integrada de polícias em São Paulo

Em meio a críticas, delegado-geral diz que prisão foi decretada no menor tempo possível

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Representantes das policias afirmaram que a atuação integrada das forças de segurança permitiu reunir elementos técnicos e investigativos • Divulgação / Secretaria de Segurança Pública de São Paulo

O alto comando das forças de segurança de São Paulo afirmou que a ação integrada das Polícias Militar, Civil e Técnico-Científica foi decisiva para esclarecer a morte da soldado Gisele Alves Santana, de 32 anos, e determinar a prisão preventiva do tenente-coronel, Gerando Neto, de 53 anos.

O mandado de prisão contra o oficial foi cumprido nesta quarta-feira (18), em São José dos Campos, no interior de São Paulo. O militar responde pelos crimes de feminicídio e fraude processual. Paralelamente, a Corregedoria da Polícia Militar também pediu a prisão à Justiça Militar, acrescentando a acusação de violência doméstica.

“Foram produzidas provas pelas Polícias Militar, Civil e Técnico-Científica, e eu posso garantir que esse foi o menor prazo possível para a decretação da prisão em um caso tão complexo como esse. Foi com essas provas que subsidiamos o Ministério Público para o oferecimento da denúncia”, completou o delegado-geral de Polícia, Artur Dian.

Na coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (18) após a prisão do oficial, as representantes das policias afirmaram que a atuação integrada das forças de segurança permitiu reunir, em 30 dias, elementos técnicos e investigativos que afastaram a hipótese inicial de suicídio, versão sustentada pelo oficial desde o início da investigação pelo Tenente-Coronel.

“As investigações constataram inconsistências significativas quanto à conduta do investigado após o disparo da arma até a formalização da ocorrência, o que comprometeu a versão apresentada inicialmente pelo tenente-coronel de que a vítima, uma soldado da Polícia Militar, teria tirado a própria vida”, explicou o secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves.

O alto escalão das forças de segurança afirmou que a investigação envolveu a análise de depoimentos, celulares, imagens, laudos periciais e informações compartilhadas entre a Polícia Civil, por meio do 8º Distrito Policial, no Brás, responsável pelo registro do caso, a Corregedoria da Polícia Militar, o Instituto de Criminalística e o Instituto Médico Legal, da Polícia Técnico-Científica.

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Correspondente da Rádio Itatiaia em São Paulo. Apresentador do quadro Palavra Aberta e debatedor do Conversa de Redação. Ingressou na emissora em 2023. Começou no rádio comunitário aos 14 anos. Graduou-se em jornalismo pela PUC Minas. No rádio, teve passagens pela Alvorada FM, BandNews FM e CBN, no Grupo Globo. Na Band, ocupou vários cargos até chegar às funções de âncora e coordenador de redação na Band News FM BH. Na televisão, participava diariamente da TV Band Minas e do Band News TV. Vencedor de nove prêmios de jornalismo. Em 2023, foi reconhecido como um dos 30 jornalistas mais premiados do Brasil.