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Presidente afastado de empresa de ônibus de SP suspeito de elo com PCC é preso

Ubiratan Antônio da Cunha, de 55 anos, foi detido na noite de quarta-feira (6), na zona Leste da capital paulista

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Reprodução | CNN Brasil

O presidente afastado da empresa de ônibus UPBus, Ubiratan Antônio da Cunha, de 55 anos, investigado por suspeita de organização criminosa e lavagem de dinheiro para o PCC (Primeiro Comando da Capital), foi preso na noite dessa quarta-feira (6), na zona Leste de São Paulo. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, o homem, que estava foragido, foi detido por policiais militares e conduzido ao 63° DP (Vila Jacuí), onde permaneceu à disposição da Justiça.

A prisão ocorreu em cumprimento ao mandado de prisão expedido pelo Tribunal de Justiça que, segundo a defesa do investigado, cassou a decisão de primeira instância que havia concedido a liberdade ao homem.

Segundo a investigação, a lavagem de dinheiro era feita pela empresa presidida por ele. A UPBus já havia sido alvo de intervenção da Prefeitura de São Paulo após uma operação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do MPSP (Ministério Público de São Paulo).

À CNN Brasil, a defesa de Ubiratan, composta pelo advogado Anderson Minichillo de Araújo, informou que a prisão foi realizada durante a noite, na residência do presidente, configurando abuso de autoridade por parte da Polícia Militar.

"A defesa irá, junto ao Superior Tribunal de Justiça, impetrar um Habeas Corpus para cassar essa decisão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo e restabelecer a decisão do juíz de 1° grau, que concedeu a liberdade para o Ubiratan", afirmou.

Outras prisões

Ubiratan Antônio da Cunha foi preso no dia 16 de julho de 2024. Ele era um dos alvos da Operação Fim da Linha, em São Paulo. A ação policial investigava a ligação de empresas de ônibus da capital paulista com a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).

Por ordem da Justiça, Cunha havia sido proibido de frequentar a sede da empresa e de ter contato com outros réus ou com membros da cooperativa.

Mas, no dia 5 de junho, a Polícia Civil foi procurada por integrantes da cooperativa sucedida pela UPBus, relatando que teriam sido expulsos por ele da sede da empresa. Depois disso, o Ministério Público ainda descobriu que, naquela mesma semana, Cunha teria procurado o interventor que foi nomeado pela prefeitura para administrar a UPBus.

“O interventor nomeado pelo município foi atraído por funcionários da UPBus sob o pretexto de tomarem um café em um estabelecimento nas redondezas da garagem. O dirigente esperava por ele no local, em afronta à decisão judicial”, diz a nota do Ministério Público.

No dia 20 de dezembro, Ubiratan foi preso novamente em uma ação em conjunto entre a PM de São Paulo e o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado de São Paulo (GAECO).

Segundo a polícia, a prisão aconteceu por “utilização da empresa concessionária de transporte público municipal UPBUS QUALIDADE EM TRANSPORTES S.A. para ocultar e dissimular a origem ilícita do produto e do proveito dos crimes de organização criminosa, tráfico de drogas, roubo, dentre outros correlatos.”

*Com informações de Bruna Lopes, da CNN Brasil

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Yuri Cavalieri é jornalista e pós-graduado em política e relações internacionais. Tem mais de 13 anos de experiência em rádio e televisão. É correspondente da Itatiaia em São Paulo. Formado pela Universidade São Judas Tadeu, na capital paulista, começou a carreira na Rádio Bandeirantes, empresa na qual ficou por mais de 8 anos como editor, repórter e apresentador. Ainda no rádio, trabalhou durante 2 anos na CBN, como apurador e repórter. Na TV, passou pela Band duas vezes. Primeiro, como coordenador de Rede para os principais telejornais da emissora, como Jornal da Band, Brasil Urgente e Bora Brasil, e repórter para o Primeiro Jornal. Em sua segunda passagem trabalhou no núcleo de séries e reportagens especiais do Jornal da Band.

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