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Prefeito de Osasco-SP abre investigação após denúncia de descarte de 40 mil livros

Prefeito nega o descarte, mas reconheceu o erro da sua gestão no modo de transportar os livros

Por, de São Paulo
Gerson Pessoa (Podemos) • Reprodução/Redes Sociais

O prefeito de Osasco, na Grande São Paulo, Gerson Pessoa (Podemos), instaurou uma sindicância para apurar erros e apontar responsabilidades após o mandato coletivo JuntOz, da Câmara Municipal, denunciar o descarte de cerca de 40 mil livros da Biblioteca Municipal Monteiro Lobato.

A prefeitura nega o descarte dos livros. No entanto, no vídeo publicado nesta quarta-feira (29) na sua conta oficial, o prefeito reconheceu o erro da gestão municipal do transporte dos livros. Segundo o político, em caso de irregularidades, os envolvidos serão penalizados.

O caso ganhou grande repercussão após a divulgação das imagens dos livros jogados em uma caçamba.

"Quero. com muita humildade, reconhecer o erro do nosso governo no modo em que foram transportados esses livros. E, como prova disso, já determinei a abertura de uma sindicância para apurar todos os responsáveis. Se for diagnosticada alguma irregularidade, que sejam responsabilizados", disse o prefeito. Assista ao vídeo completo abaixo.

Além de denunciar na imprensa, o mandato coletivo JuntOz entrou com um pedido no Ministério Público de São Paulo para investigar a responsabilidade da Prefeitura no caso.

Segundo o grupo, os livros eram todos fruto de doações e formavam um dos maiores acervos da região oeste da Grande São Paulo.

No documento enviado ao Ministério Público, os vereadores pedem que seja apurada possível negligência com o patrimônio cultural da cidade, além de eventuais crimes contra o patrimônio público.

As alegações da prefeitura de Osasco

Inicialmente, a prefeitura teria alegado que os livros estavam contaminados por fungos.

Diante disso, o mandato solicitou que a administração apresente um laudo técnico que comprove a contaminação e a necessidade do descarte, além de uma lista dos títulos jogados fora e um plano para reposição do acervo.

O grupo também pede a abertura de um inquérito civil para investigar a responsabilidade do prefeito Gerson Pessoa e de secretários da área de Cultura pelo descarte dos livros.

Entre as medidas solicitadas estão a suspensão imediata de novos descartes, o isolamento das caçambas com livros e a tentativa de recuperar o material que ainda não foi levado embora.

Além disso, os vereadores pedem a adoção de ações para preservar os exemplares que ainda possam ser aproveitados e a abertura de investigação policial para apurar possíveis crimes, como dano ao patrimônio público.

Também foi solicitado um laudo pericial urgente para verificar se os livros descartados realmente estavam contaminados por fungos.

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Correspondente da Rádio Itatiaia em São Paulo. Apresentador do quadro Palavra Aberta e debatedor do Conversa de Redação. Ingressou na emissora em 2023. Começou no rádio comunitário aos 14 anos. Graduou-se em jornalismo pela PUC Minas. No rádio, teve passagens pela Alvorada FM, BandNews FM e CBN, no Grupo Globo. Na Band, ocupou vários cargos até chegar às funções de âncora e coordenador de redação na Band News FM BH. Na televisão, participava diariamente da TV Band Minas e do Band News TV. Vencedor de nove prêmios de jornalismo. Em 2023, foi reconhecido como um dos 30 jornalistas mais premiados do Brasil.