PF indicia 16 funcionários e executivos da Voepass por queda de avião
Investigação concluiu que executivos e funcionários da companhia podem ter colocado em risco a segurança do transporte aéreo; caso será analisado pelo MPF

A Polícia Federal (PF) indiciou 16 funcionários e executivos da Voepass pelo crime de atentado contra a segurança do transporte aéreo no inquérito que investiga a queda do avião da companhia em Vinhedo, no interior de São Paulo. O acidente, ocorrido em 9 de agosto de 2024, provocou a morte das 62 pessoas a bordo — 58 passageiros e quatro tripulantes — e se tornou a maior tragédia da aviação brasileira desde 2007.
Entre os indiciados está o presidente da Voepass, José Luiz Felício Filho. Também foram responsabilizados funcionários ligados às áreas de manutenção, operações e segurança operacional da companhia.
Segundo a PF, o relatório final da investigação já foi encaminhado à Justiça Federal. Os investigados estão proibidos de deixar o país enquanto o Ministério Público Federal (MPF) analisa o caso e decide se apresentará denúncia à Justiça.
Os indiciados são:
- Edson Serra Martins
- Luciano Alves de Macedo
- Oderlino de Campos Figueiredo
- John Major Viana
- Marcos Hiroyuki Sato
- Alex de Souza Leandro
- William Schmidt Agatz
- Juliano Flores Pacheco
- Raphael Limongi de Figueiredo
- Marcel Sarquis Moura
- Tiago Passucci Morani
- Carlos Alberto Costa
- Eric Consoli
- Rafael Gimenez Rodrigues
- David da Costa Faria Neto
- José Luiz Felício Filho
Relembre o acidente
O avião, um ATR 72-500, fazia o voo 2283 entre Cascavel (PR) e o Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP) quando caiu em uma área residencial de Vinhedo, no interior paulista. Todas as 62 pessoas a bordo morreram. Imagens da aeronave girando em queda antes do impacto repercutiram em todo o mundo.
Em julho deste ano, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) divulgou o relatório final da investigação técnica. O documento concluiu que o acidente foi provocado por uma sequência de falhas operacionais, de manutenção e organizacionais, somadas às condições meteorológicas adversas.
Segundo o relatório, a aeronave decolou com o sistema de proteção contra o acúmulo de gelo apresentando falhas, apesar da previsão de formação severa de gelo ao longo da rota. Durante o voo, houve acúmulo de gelo nas asas, perda de desempenho, redução da velocidade e, posteriormente, perda de controle da aeronave, que entrou em estol e caiu.
A investigação também apontou problemas na cultura de segurança da empresa, com falhas de manutenção que deixavam de ser registradas formalmente para permitir que as aeronaves continuassem operando. O Cenipa ainda identificou falhas nos procedimentos da companhia, da tripulação e na fiscalização regulatória, destacando que o avião não deveria ter sido liberado para o voo nas condições em que se encontrava.
Correspondente da Rádio Itatiaia em São Paulo. Apresentador do quadro Palavra Aberta e debatedor do Conversa de Redação. Ingressou na emissora em 2023. Começou no rádio comunitário aos 14 anos. Graduou-se em jornalismo pela PUC Minas. No rádio, teve passagens pela Alvorada FM, BandNews FM e CBN, no Grupo Globo. Na Band, ocupou vários cargos até chegar às funções de âncora e coordenador de redação na Band News FM BH. Na televisão, participava diariamente da TV Band Minas e do Band News TV. Vencedor de nove prêmios de jornalismo. Em 2023, foi reconhecido como um dos 30 jornalistas mais premiados do Brasil.



