Operação Narco Fluxo: Justiça mantém prisão de MC Ryan SP após audiência de custódia
Dono da página Choquei também tem prisão preventiva mantida; defesa busca que investigado responda em liberdade

Após audiência de custódia, a Justiça decidiu manter a prisão do MC Ryan SP nessa quinta-feira (16). O artista havia sido preso inicialmente pela Polícia Federal durante a megaoperação Narco Fluxo, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro, em que Ryan seria líder, que teria movimentado R$ 260 bilhões.
Ryan SP, que soma 19.386.268 ouvintes mensais no Spotify, foi preso na Riviera de São Lourenço, em Bertioga, no litoral de São Paulo. Ele já havia se envolvido em polêmicas relacionadas a agressão e dano ao patrimônio público.
Durante a operação, a PF apreendeu veículos de luxo, joias, armas e outros objetos de valor. Segundo as investigações, Ryan e outros suspeitos integram uma organização criminosa voltada à lavagem de dinheiro, que utilizaria a influência de integrantes, como funkeiros, empresários e influenciadores, para encobrir esquemas ligados ao tráfico de drogas.
O inquérito aponta ainda que o grupo utilizava ingressos de shows, rifas digitais, apostas ilegais e práticas de estelionato como fachada para a lavagem de dinheiro. Além do funkeiro, o dono da página digital Choquei, Raphael Sousa Oliveira, também teve a prisão preventiva mantida.
A defesa de Raphael divulgou nota afirmando que o investigado não possui qualquer participação nas estruturas investigadas e que espera que ele possa responder em liberdade.
Nota na íntegra:
“O advogado Pedro Paulo de Medeiros, responsável pela defesa do proprietário da página Choquei, vem a público se manifestar sobre a audiência de custódia realizada hoje. A defesa esclarece que o investigado exerce atividade empresarial regular no ambiente digital, sendo responsável por um dos maiores perfis de redes sociais do país. Sua atuação consiste na divulgação de conteúdos e na realização de publicidade para terceiros, mediante contratação, o que configura fonte lícita de renda e prática amplamente difundida no mercado.
No caso em apuração, os valores recebidos pelo investigado estão relacionados a serviços de publicidade prestados a empresas e agentes do setor de marketing. A defesa destaca que o cliente não integra, não gerencia e não possui qualquer participação em eventuais estruturas investigadas, limitando-se a publicar conteúdos que lhe são encaminhados por equipes responsáveis pelas campanhas publicitárias.
Ressalta-se, ainda, que não há elementos que indiquem que o investigado tivesse conhecimento sobre eventual irregularidade nas atividades de terceiros. Sua atuação sempre se deu dentro dos limites de uma activity empresarial de mídia digital, sem ingerência sobre a origem ou a finalidade dos serviços contratados.
Diante desse cenário, a defesa confia que a Justiça reconhecerá a ausência dos requisitos legais para a manutenção da custódia, permitindo que o investigado responda em liberdade. O advogado reitera o compromisso com o pleno esclarecimento dos fatos e com a colaboração com as autoridades, certo de que a situação será devidamente esclarecida no curso do processo”.
*Com informações de Ana Clara Machado e Lauryn Amaral, da CNN Brasil
Yuri Cavalieri é jornalista e pós-graduado em política e relações internacionais. Tem mais de 13 anos de experiência em rádio e televisão. É correspondente da Itatiaia em São Paulo. Formado pela Universidade São Judas Tadeu, na capital paulista, começou a carreira na Rádio Bandeirantes, empresa na qual ficou por mais de 8 anos como editor, repórter e apresentador. Ainda no rádio, trabalhou durante 2 anos na CBN, como apurador e repórter. Na TV, passou pela Band duas vezes. Primeiro, como coordenador de Rede para os principais telejornais da emissora, como Jornal da Band, Brasil Urgente e Bora Brasil, e repórter para o Primeiro Jornal. Em sua segunda passagem trabalhou no núcleo de séries e reportagens especiais do Jornal da Band.
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