MC Ryan e Chrys Dias perdem contas no Instagram após prisões por lavagem de dinheiro
Redes de funkeiro e influenciador foram derrubadas durante investigação que apura movimentação irregular de quantias bilionária ligadas ao crime organizado

As contas em redes sociais do funkeiro MC Ryan SP e do influenciador Chrys Dias foram retiradas do ar após a prisão dos dois durante uma operação da Polícia Federal que investiga um esquema de lavagem de dinheiro. A ação também resultou na detenção de outras pessoas ligadas ao grupo, incluindo familiares.
A Operação Narco Fluxo, como é chamada, tem como objetivo desmontar uma estrutura que, segundo os investigadores, utilizava a visibilidade de artistas e influenciadores para dar aparência de legalidade a recursos ilícitos e movimentações bilionárias ligadas ao crime organizado.
Juntos, os perfis de MC Ryan SP e Chrys Dias acumulavam quase 30 milhões de seguidores. A operação também já prendeu outros nomes famosos, como Raphael Sousa Oliveira, dono e administrador da página Choquei e Marlon Brendon, cantor conhecido como MC Poze do Rodo.
Relação com crime organizado
De acordo com as investigações, o grupo movimentava valores provenientes de atividades ilegais, como tráfico de drogas, apostas clandestinas e rifas online. Esses recursos eram misturados a receitas aparentemente legítimas, dificultando o rastreamento financeiro.
As investigações tiveram início após a análise de dados armazenados em nuvem de um contador apontado como operador do esquema. A partir desse material, a Polícia Federal identificou uma rede estruturada para ocultar a origem do dinheiro e distribuí-lo por meio do sistema financeiro.
Valores bilionários e esquema
A Justiça determinou o bloqueio de cerca de R$ 1,6 bilhão ligados aos investigados. Estimativas apontam que a movimentação total do grupo pode alcançar até R$260 bilhões. Além do dinheiro, foram apreendidos veículos de luxo, equipamentos eletrônicos e outros bens considerados estratégicos para o avanço das investigações.
Segundo a PF, o grupo utilizava familiares e terceiros como intermediários, prática conhecida como “laranjas”, para ocultar patrimônio. A popularidade nas redes sociais era explorada como uma espécie de “vitrine” para legitimar o dinheiro circulado. Investigadores apontam ainda que a organização mantinha conexões com o crime organizado e operava inclusive com envio de recursos ao exterior.
Defesas alegam falta de acesso ao processo
As defesas dos envolvidos afirmaram que ainda não tiveram acesso completo aos autos, que correm sob sigilo, e que irão se manifestar oportunamente. Em nota, a equipe jurídica de MC Ryan SP declarou que não pode comentar os fatos neste momento, mas sustenta a legalidade das movimentações financeiras do artista.
A investigação segue em andamento, e novas diligências não estão descartadas pelas autoridades.
*Com informações da CNN Brasil
Estudante de Jornalismo na PUC e apaixonada pela área, Gabriela Neves gosta de contar histórias empolgantes e desafiadoras. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e mundo. Tem experiência em marketing pela Rock Content, cobertura de cidades pela Record Minas e assessoria política na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.



