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Operação mira fraude em transporte de alunos com deficiência em SP

A ação cumpre 14 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo e Goiás

Por, de São Paulo
Divulgação | Polícia Civil SP

A Controladoria-Geral do Estado e o Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC), da Polícia Civil de São Paulo, realizaram nesta quinta-feira (14) a Operação Caminho Protegido. A ação cumpre 14 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo e Goiás.

A investigação apura suspeitas de uso de documentos falsos, possíveis irregularidades administrativas e atuação coordenada entre empresas privadas contratadas para o transporte especial de alunos com deficiência.

A operação começou a partir de uma auditoria da Controladoria no serviço “Ligado”, após uma denúncia feita pela Secretaria da Educação de São Paulo. Segundo a apuração, um grupo de empresas, com sócios em comum, pode ter sido criado para burlar as regras do edital de credenciamento da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU), responsável pela contratação do serviço.

O “Ligado” é um transporte porta a porta voltado a alunos com necessidades especiais da rede estadual e de entidades conveniadas. Hoje, o serviço conta com cerca de 790 veículos, atendendo 4.798 alunos e 287 acompanhantes — mais de 5 mil pessoas no total.

De acordo com as investigações, o problema foi identificado no chamado “Cluster Sumaré”, que atende em média 50 crianças por mês. As empresas envolvidas foram abertas no mesmo dia, 20 de dezembro de 2023, e funcionariam no mesmo endereço, que não teria estrutura para abrigar a frota.

Ainda segundo a apuração, as empresas JH Solução Transportes, Henrique’s Transportes, J&M Irmãos Transportes e C.A.C. Transportes teriam apresentado atestados de capacidade técnica suspeitos, emitidos no mesmo dia da criação das empresas, por firmas ligadas a familiares em Aparecida de Goiânia (GO).

O prejuízo estimado aos cofres públicos é de R$ 590 mil, com base nas ordens de serviço emitidas em nome das empresas investigadas.

Os mandados estão sendo cumpridos nas cidades de Sumaré, Campinas, Guarulhos, São Paulo, Santo André e São Caetano do Sul, além de endereços em Goiás.

Durante a operação, os agentes buscam apreender documentos, computadores, registros contábeis e outros materiais que possam ajudar a esclarecer o caso.

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Yuri Cavalieri é jornalista e pós-graduado em política e relações internacionais. Tem mais de 13 anos de experiência em rádio e televisão. É correspondente da Itatiaia em São Paulo. Formado pela Universidade São Judas Tadeu, na capital paulista, começou a carreira na Rádio Bandeirantes, empresa na qual ficou por mais de 8 anos como editor, repórter e apresentador. Ainda no rádio, trabalhou durante 2 anos na CBN, como apurador e repórter. Na TV, passou pela Band duas vezes. Primeiro, como coordenador de Rede para os principais telejornais da emissora, como Jornal da Band, Brasil Urgente e Bora Brasil, e repórter para o Primeiro Jornal. Em sua segunda passagem trabalhou no núcleo de séries e reportagens especiais do Jornal da Band.