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OAB suspende decisão que proibia Deolane de exercer advocacia em São Paulo

Medida havia sido imposta em junho e impedia sua atuação profissional; Deolane é investigada por suposto envolvimento com lavagem de dinheiro para o PCC

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Deolane foi presa em 21 de maio de 2026
Deolane foi presa em 21 de maio de 2026 • Reprodução Vídeo

A Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo (OAB-SP) anulou, nesta segunda-feira (26), a decisão que suspendia o exercício da advocacia da influenciadora Deolane Bezerra Santos. A medida, imposta em junho, impedia a atuação profissional da advogada em São Paulo. Na ocasião, a instituição havia determinado a suspensão do exercício da advocacia por um prazo inicial de noventa dias, com possibilidade de prorrogações sucessivas até o limite de 360 dias.

A decisão foi contestada por meio de recurso, que resultou na anulação da medida nesta segunda-feira. Em nota, a OAB-SP informou que apura todas as infrações de que toma conhecimento, seja por meio de representações ou de fatos divulgados publicamente, por meio do Tribunal de Ética e Disciplina. A instituição ressaltou que os processos tramitam sob sigilo e, por isso, não pode fornecer informações sobre eventuais apurações ou instaurações.

A CNN Brasil entrou em contato com a defesa de Deolane e aguarda retorno.

Deolane Bezerra

Deolane foi presa em maio deste ano, no âmbito da Operação Vérnix, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A influenciadora é suspeita de possuir envolvimento direto com a facção e ocupar uma posição de destaque na estrutura criminosa, com ramificações empresariais, patrimoniais e financeiras.

Investigações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) apontaram ligação direta de Deolane Bezerra com o PCC. Apurações indicaram que Deolane tinha vínculos estreitos - pessoais e negociais - com um dos gestores fantasmas da transportadora investigada pelas autoridades. O objetivo da Operação Vérnix, terceira fase da investigação, era expor o esquema mais amplo de lavagem de capitais.

A influenciadora, de acordo com a polícia, passou a ocupar posição de destaque no caso em razão de movimentações financeiras expressivas, incompatibilidades patrimoniais e indícios de conexão com integrantes do núcleo de comando do PCC. Os levantamentos mostraram ainda o uso de pessoas jurídicas, recebimentos de origem não esclarecida, circulação de valores milionários e aquisição ou vinculação a bens de alto padrão.

Para os investigadores, a projeção pública, a atividade empresarial formal e a movimentação patrimonial eram utilizadas como camadas de aparente legalidade para dificultar a identificação da origem ilícita dos recursos.

 

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