Justiça condena corintiano por morte de palmeirense na 'Batalha da Inajar' em SP
Torcedor responderá pelo homicídio qualificado de jovem de 19 anos ocorrido em briga de torcidas em São Paulo, em 2012, na Zona Norte da capital paulistana

O 2º Tribunal do Júri da Capital condenou, nessa terça-feira (6), o torcedor corintiano Carlos Roberto de Britto Júnior, conhecido como “Neguinho”, pela morte do torcedor palmeirense Guilherme Vinicius Jovanelli Moreira. Ele morreu durante uma briga entre torcidas de futebol na Zona Norte de São Paulo.
A Justiça considerou Carlos culpado pelo crime de homicídio qualificado. A pena foi fixada em 16 anos e 4 meses de reclusão, em regime inicial fechado. A sentença aponta que Carlos não tinha antecedentes criminais, mas, recebeu pena-base acima do mínimo por causa da idade da vítima.
O Conselho de Sentença reconheceu o homicídio qualificado de uma das vítimas e a responsabilidade de apenas um dos réus, além das qualificadoras de motivo torpe e meio cruel.
“A vítima contava com apenas 19 anos de idade, tratando-se, portanto, de pessoa jovem, cuja perspectiva de vida foi retirada”, diz a juíza Flavia Castellar Olivério na sentença.
De acordo com o Tribunal de Justiça de São Paulo, entre os demais réus julgados no mesmo processo, Mário José Carneiro Pieroni teve a punibilidade extinta e os outros réus foram absolvidos.
Os absolvidos foram: Antonio Alan Souza Silva, Reinaldo Gilberto Alves, Douglas Deungaro, Rodrigo Reinaldet Daher, Rodrigo de Azevedo Lopes Fonseca, Marcelo Eduardo Rodrigues Sales e Wagner da Costa.
Além disso, os nove réus palmeirenses do mesmo processo ainda não têm data definida para serem julgados. A Itatiaia tenta localizar a defesa do torcedor que foi condenado. O espaço segue aberto.
O crime
O caso aconteceu em março de 2012, na Avenida Inajar de Souza, na Zona Norte de São Paulo. No dia do jogo entre os times rivais, integrantes das torcidas organizadas Mancha Verde e Gaviões da Fiel combinaram um confronto, que ficou conhecido como “Batalha da Inajar”.
No local, os torcedores corintianos levaram barras de ferro, pedaços de pau e foguetes e armaram uma emboscada contra os rivais, que também estavam armados, segundo o processo do caso. Durante o confronto, dois torcedores palmeirenses morreram. Eles chegaram a ser socorridos, mas não resistiram aos ferimentos.
Yuri Cavalieri é jornalista e pós-graduado em política e relações internacionais. Tem mais de 13 anos de experiência em rádio e televisão. É correspondente da Itatiaia em São Paulo. Formado pela Universidade São Judas Tadeu, na capital paulista, começou a carreira na Rádio Bandeirantes, empresa na qual ficou por mais de 8 anos como editor, repórter e apresentador. Ainda no rádio, trabalhou durante 2 anos na CBN, como apurador e repórter. Na TV, passou pela Band duas vezes. Primeiro, como coordenador de Rede para os principais telejornais da emissora, como Jornal da Band, Brasil Urgente e Bora Brasil, e repórter para o Primeiro Jornal. Em sua segunda passagem trabalhou no núcleo de séries e reportagens especiais do Jornal da Band.
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