Greve de motoristas de ônibus em SP afeta 34 linhas e mais de 200 mil passageiros nesta segunda-feira (19)
A empresa Transwolff está sob intervenção da própria prefeitura após investigações por ligação com o PCC

Motoristas de ônibus da empresa Transwolff paralisaram as atividades nesta segunda-feira (19), o que afeta 34 linhas que atendem 267 mil passageiros na zona Sul de São Paulo-SP. A greve ocorre enquanto a empresa está sob intervenção da prefeitura devido a investigações de ligação com o PCC (Primeiro Comando da Capital).
A Transwolff está sob intervenção da prefeitura desde abril de 2024, após investigações do Ministério Público de São Paulo (MPSP) e da polícia sobre suspeitas de ligação com o PCC. Em dezembro de 2025, a administração municipal decretou a caducidade dos contratos da empresa e assumiu oficialmente a gestão das operações, posteriormente transferidas à SPTrans.
Em nota, a prefeitura da capital paulista repudiou a greve e afirmou que a interrupção ocorreu sem o aviso prévio de 72 horas previsto na legislação para paralisações no transporte coletivo. O Plano de Atendimento entre Empresas em Situação de Emergência (Paese) foi acionado para atender as 34 linhas, e foi solicitado reforço policial para as duas garagens onde motoristas cruzaram os braços.
A SPTrans afirmou que os salários e benefícios dos funcionários estão em dia e que os depósitos de INSS e FGTS são feitos integralmente em juízo, aguardando decisão judicial.
Ainda segundo a companhia, enquanto o plano de saúde dos trabalhadores passa por processo licitatório, os colaboradores recebem a compensação prevista em acordo coletivo.
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