Belo Horizonte
Itatiaia

Golpe do falso advogado: operação mira quadrilha em SP, MG e mais 8 estados

Ao todo, a Justiça expediu 45 mandados, sendo 20 de prisão preventiva e 25 de busca e apreensão

Por, de São Paulo
Divulgação | PC-DF

A Polícia Civil do Distrito Federal realizou, nesta quinta-feira (19), a Operação “Falso Advogado”, que desmontou uma quadrilha especializada em golpes pela internet. A ação contou com apoio da Polícia Civil de São Paulo e teve mandados cumpridos na capital paulista e em Praia Grande, no litoral.

Ao todo, a Justiça expediu 45 mandados, sendo 20 de prisão preventiva e 25 de busca e apreensão. Até o momento, 14 pessoas foram presas e 24 mandados de busca já foram cumpridos.

Segundo as investigações, o grupo aplicava o chamado “golpe do falso advogado”. Os criminosos conseguiam acessar, de forma ilegal, dados de processos judiciais e informações de clientes. Com isso, se passavam por advogados e entravam em contato com as vítimas, pedindo dinheiro sob a desculpa de taxas ou impostos necessários para liberar valores na Justiça.

Como tinham acesso a dados reais, as vítimas acreditavam que estavam falando com seus próprios advogados e acabavam fazendo transferências de altos valores. A polícia identificou que a quadrilha era bem organizada e dividida em funções.

Havia um grupo responsável por invadir sistemas e obter dados, outro que fazia o primeiro contato com as vítimas, além de integrantes especializados em ligações com roteiros prontos para convencer as pessoas. Também havia uma equipe focada em recolher e lavar o dinheiro, além de fornecedores de chips e contas bancárias.

O esquema criminoso atuava em vários estados do país, como Distrito Federal, São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Pernambuco, Acre, Alagoas, Ceará e Roraima. Para enfraquecer a quadrilha, a Justiça também autorizou o bloqueio de contas bancárias e o sequestro de bens, incluindo imóveis ligados aos suspeitos.

Os investigados vão responder por estelionato eletrônico, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Somadas, as penas podem chegar a até 26 anos de prisão.

Por

Yuri Cavalieri é jornalista e pós-graduado em política e relações internacionais. Tem mais de 13 anos de experiência em rádio e televisão. É correspondente da Itatiaia em São Paulo. Formado pela Universidade São Judas Tadeu, na capital paulista, começou a carreira na Rádio Bandeirantes, empresa na qual ficou por mais de 8 anos como editor, repórter e apresentador. Ainda no rádio, trabalhou durante 2 anos na CBN, como apurador e repórter. Na TV, passou pela Band duas vezes. Primeiro, como coordenador de Rede para os principais telejornais da emissora, como Jornal da Band, Brasil Urgente e Bora Brasil, e repórter para o Primeiro Jornal. Em sua segunda passagem trabalhou no núcleo de séries e reportagens especiais do Jornal da Band.