Como um estagiário do MP virou alvo de investigação por extorquir o PCC
De acordo com o Ministério Público de São Paulo, as extorsões teriam contado com o auxílio de outros agentes públicos

Um ex-estagiário do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) é suspeito de ter se infiltrado propositalmente na Promotoria Criminal de Campinas para obter acesso a sistemas internos e informações sigilosas.
Segundo as apurações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o então estagiário teria utilizado esses dados para identificar integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) com elevado poder econômico. De posse dessas informações, o suspeito passou a exigir dinheiro em troca de uma suposta proteção contra investigações.
De acordo com o MP, as extorsões teriam contado com o auxílio de outros agentes públicos. Há indícios de que parte das ações tenha sido praticada utilizando a conexão de internet de um escritório de advocacia.
Um dos casos investigados envolve um traficante da organização criminosa que relatou ao Gaeco ter sido extorquido em R$ 500 mil pelo estagiário para não ser preso.
O criminoso foi localizado em Balneário Camboriú, em Santa Catarina, durante uma operação realizada em agosto do ano passado.
Ao ser preso, ele entregou aos policiais um celular com mensagens que relatavam a cobrança de dinheiro.
Com o aparelho, os investigadores identificaram o suspeito da extorsão como o então estagiário do MP, que atualmente atua como advogado.
Segundo a investigação, o esquema contava ainda com o auxílio de outros agentes, incluindo um policial penal e um ex-investigador da Polícia Civil de São Paulo, já expulso da corporação por envolvimento em um crime de extorsão mediante sequestro.
O ex-estagiário foi preso nesta terça-feira (9).
Veja vídeo:
Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, já foi produtora de programas da grade e repórter da Central de Trânsito Itatiaia Emive.



