Autores de lives com torturas de animais no Discord em SP entram na mira da polícia
Investigações apontam que esse tipo de violência, conhecida como zoosadismo, tem sido disseminada por grupos organizados que buscam expor atos de crueldade

A Polícia Civil de São Paulo investiga casos de maus-tratos a animais transmitidos ao vivo durante a madrugada em redes sociais, principalmente no Discord. São monitorados, em média, de 10 a 15 casos por madrugada, por meio do Núcleo de Observação e Análise Digital ( NOAD).
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, as investigações apontam que esse tipo de violência, conhecida como zoosadismo, tem sido disseminada em redes sociais por grupos organizados que buscam expor atos de crueldade contra animais.
Cerca de 90% dos autores identificados durante os crimes são adolescentes ou jovens, que possuem histórico de exposição a maus-tratos ou consomem esse tipo de conteúdo, conforme informações da Delegada Lisandrea Salvariego, diretora do NOAD.
Ainda segundo a delegada, esse comportamento ou o consumo desse tipo de conteúdo também pode dessensibilizar os jovens a outros tipos de violência. A SSP afirma que as investigações seguem em andamento para identificar e responsabilizar os envolvidos, além de interromper a disseminação desse tipo de crime.
O que diz o Discord?
“O Discord mantém políticas rigorosas que proíbem o abuso de animais e outros conteúdos prejudiciais, por meio de sistemas robustos de fiscalização e moderação. A segurança é uma prioridade para o Discord e seguimos comprometidos em continuar investindo em ferramentas avançadas de segurança e tecnologias de detecção proativa para ajudar a criar um ambiente mais positivo e seguro para nossos usuários no Brasil.”
Yuri Cavalieri é jornalista e pós-graduado em política e relações internacionais. Tem mais de 13 anos de experiência em rádio e televisão. É correspondente da Itatiaia em São Paulo. Formado pela Universidade São Judas Tadeu, na capital paulista, começou a carreira na Rádio Bandeirantes, empresa na qual ficou por mais de 8 anos como editor, repórter e apresentador. Ainda no rádio, trabalhou durante 2 anos na CBN, como apurador e repórter. Na TV, passou pela Band duas vezes. Primeiro, como coordenador de Rede para os principais telejornais da emissora, como Jornal da Band, Brasil Urgente e Bora Brasil, e repórter para o Primeiro Jornal. Em sua segunda passagem trabalhou no núcleo de séries e reportagens especiais do Jornal da Band.
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