Vídeo: arqueóloga que descobriu o Cais do Valongo é baleada em assalto no Rio; suspeito é identificado
Tânia Andrade Lima, de 81 anos, foi baleada três vezes após sacar dinheiro em uma agência bancária; criminosos fugiram em moto

A Polícia Civil do Rio de Janeiro identificou um dos criminosos que atacaram e assaltaram uma professora e arqueóloga no Leblon, na Zona Sul do Rio. O caso ocorreu nesta quinta-feira (16). Tânia Andrade Lima, de 81 anos, havia acabado de sacar dinheiro em uma agência bancária quando foi perseguida por um criminoso ao sair do local.
No momento do assalto, um dos criminosos atirou contra Tânia, que levou três tiros, um no pescoço, no ombro e na mão.
Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que o assaltante se aproxima da idosa e puxa a bolsa da vítima. A professora cai no chão e chega a resistir ao assalto. Nesse momento, o criminoso atira contra ela e foge, levando seus pertences.
O assaltante fugiu em uma motocicleta na qual estava o comparsa. Durante a fuga, os criminosos se envolveram em um acidente, roubaram outra motocicleta e conseguiram escapar. De acordo com a polícia, os criminosos integram um grupo suspeito de praticar diversos assaltos no Rio. Os agentes trabalham para identificar os demais integrantes do bando.
A arqueóloga foi socorrida por agentes do programa Segurança Presente e levada ao Hospital Municipal Miguel Couto, também na Zona Sul. Depois, ela foi transferida para um hospital particular. Seu estado de saúde é considerado estável.
Tânia Andrade Lima é arqueóloga do Museu Nacional e foi uma das responsáveis pela descoberta do Cais do Valongo, em 2011, principal porto de entrada de africanos escravizados nas Américas.
O Museu Nacional/UFRJ se pronunciou sobre o assalto e enviou uma nota de solidariedade à professora aposentada.
"Destacamos, nesse momento de extrema preocupação, a dedicação da professora Tania ao longo de décadas de serviços prestados à instituição. Lamentamos ainda que esse episódio terrível tenha ocorrido justamente no Dia dos Professores, dedicado à valorização desses profissionais tão especiais e imprescindíveis em nossa sociedade, como Tania Andrade Lima. Ocorrências como esta nos levam a refletir sobre o agravamento crescente do cenário de violência em nossa cidade. Manifestamos nossa solidariedade aos familiares, amigos e colegas da professora, a quem desejamos pronta e plena recuperação."
Diana Rogers tem 34 anos e é repórter correspondente no Rio de Janeiro. Trabalha como repórter em rádio desde os 21 anos e passou por cinco emissoras no Rio: Globo, CBN, Tupi, Manchete e Mec. Cobriu grandes eventos como sete Carnavais na Sapucaí, bastidores da Copa de 2014 e das Olimpíadas em 2016.
Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), já trabalhou na Record TV e na Rede Minas. Atualmente é repórter multimídia e apresenta o Tá Sabendo no Instagram da Itatiaia.




