Rio de Janeiro: bandidos tomam ônibus escolares para fazer barricadas na Linha Vermelha
Uma pessoa morreu e outras 12 foram baleadas na operação realizada pela Polícia Militar, no Complexo de Favelas da Maré. Entre os feridos estão dois adolescentes e um policial militar. Sete suspeitos foram presos

Dois ônibus de viagem que seguiam com mais de 100 alunos para um passeio escolar foram interceptados por bandidos na Linha Vermelha, nesta segunda-feira (28). Dentro dos coletivos havia 120 estudantes de uma escola particular da Barra da Tijuca, Zona Sudoeste do Rio.
Durante a ação, os criminosos atiraram pedras nos para-brisas dos ônibus e ordenaram que os motoristas atravessassem os veículos no meio da pista.
O objetivo era usar os coletivos como barricadas. A ação criminosa, segundo a PM, foi uma represália à uma operação que a corporação realiza desde o fim da madrugada no Complexo de Favelas da Maré, Zona Norte do Rio. Com as barricadas, os criminosos pretendiam desviar a polícia do local da operação.
A Linha Vermelha chegou a ficar interditada por cerca de uma hora no sentido Baixada Fluminense. A Polícia Militar foi acionada e escoltou os alunos durante a transferência para outros ônibus. Nenhum estudante se feriu e eles já prosseguiram com a excursão em direção ao Sul Fluminense.
Operação tem um morto e mais de 10 baleados
Uma pessoa morreu e outras 12 foram baleadas na operação realizada pela Polícia Militar, no Complexo de Favelas da Maré. Entre os feridos estão dois adolescentes e um policial militar. Sete suspeitos foram presos. Pelo menos 12 fuzis foram apreendidos na ação que tem o objetivo de combater a atuação de criminosos ligados ao tráfico de drogas e reprimir a circulação de armas. A Polícia Militar também apreendeu pistolas, granadas e drogas, e recuperou um veículo.
Por conta da operação, 41 escolas da rede municipal de ensino não abriram.
Segundo a PM, a operação na Maré reúne cerca de 200 policiais militares de unidades especializadas, entre elas o Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE), o Batalhão Tático de Motociclistas (BTM), o Batalhão de Polícia de Choque (BPChq) e o Batalhão de Ações com Cães (BAC).
A operação também conta com o emprego de equipamento aeromóvel da Polícia Militar e sete veículos blindados.
Diana Rogers tem 34 anos e é repórter correspondente no Rio de Janeiro. Trabalha como repórter em rádio desde os 21 anos e passou por cinco emissoras no Rio: Globo, CBN, Tupi, Manchete e Mec. Cobriu grandes eventos como sete Carnavais na Sapucaí, bastidores da Copa de 2014 e das Olimpíadas em 2016.



