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Polícia faz operação contra funcionários da Light suspeitos de furtar cabos de cobre no RJ

Ao todo, 25 trabalhadores são investigados por possível participação no esquema, que pode envolver o desvio de mais de dois quilômetros de cabos

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Polícia faz operação contra funcionários da Light suspeitos de furtar cabos de cobre no RJ
Polícia faz operação contra funcionários da Light suspeitos de furtar cabos de cobre no RJ • Divulgação/PCERJ

A Polícia Civil do Rio de Janeiro realiza, na manhã desta quarta-feira (4), uma operação contra funcionários da Light, concessionária de energia elétrica, suspeitos de envolvimento em um esquema de furto de cabos de cobre. Ao todo, 25 trabalhadores são investigados por possíveis ligações com os crimes, que podem envolver o desvio de mais de dois quilômetros de cabos.

Batizada de “Operação Blackout”, a ação é coordenada pela Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), que cumpre sete mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados na capital fluminense e nas cidades de Nova Iguaçu, Magé e São Gonçalo.

A investigação começou após a concessionária denunciar o desaparecimento de cerca de 500 metros de cabos de cobre de uma instalação elétrica na Rua da Passagem, em Botafogo, na Zona Sul do Rio. Segundo a polícia, o furto aconteceu na madrugada de 11 de abril deste ano, provocou a interrupção do fornecimento de energia elétrica na região e causou um prejuízo estimado em R$ 80 mil.

Imagens de câmeras de segurança mostraram que uma equipe utilizando um veículo identificado com a marca da concessionária esteve no local durante a madrugada e realizou intervenções na rede elétrica.

Ao analisar o sistema de rastreamento, os investigadores descobriram que o mesmo veículo seguiu para um ferro-velho no Parque Boa Esperança, no Caju, Zona Portuária do Rio. O estabelecimento é apontado como possível destino dos cabos furtados.

A partir dessa descoberta, a Polícia Civil identificou uma movimentação considerada suspeita de veículos da concessionária no estabelecimento.

Entre os dias 12 de abril e 19 de maio, 16 veículos ligados à Coordenação de Operação Centro Sul da empresa estiveram no ferro-velho em 37 ocasiões diferentes, sem ordens de serviço ou justificativas para os deslocamentos.

Segundo os investigadores, as movimentações podem estar relacionadas a outros furtos de cabos de cobre. Até o momento, 25 funcionários foram identificados como suspeitos de participação no esquema.

Nesta primeira fase, os principais alvos são funcionários que fizeram deslocamentos frequentes e considerados suspeitos até o ferro-velho, além do próprio estabelecimento.

Como o local fica em uma área de atuação da facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP), a operação conta com o apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), que utiliza dois veículos blindados para garantir a segurança das equipes.

A ação também tem a participação de delegacias do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE).

Os policiais buscam documentos, equipamentos e outras provas que possam esclarecer a participação dos investigados e identificar possíveis receptadores do material furtado.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar outros envolvidos e apurar se o grupo participou de novos furtos. O material apreendido nesta quarta-feira também poderá servir de base para novas fases da Operação Blackout.

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Diana Rogers tem 34 anos e é repórter correspondente no Rio de Janeiro. Trabalha como repórter em rádio desde os 21 anos e passou por cinco emissoras no Rio: Globo, CBN, Tupi, Manchete e Mec. Cobriu grandes eventos como sete Carnavais na Sapucaí, bastidores da Copa de 2014 e das Olimpíadas em 2016.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), já trabalhou na Record TV e na Rede Minas. Atualmente é repórter multimídia e apresenta o Tá Sabendo no Instagram da Itatiaia.

 

 

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