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Megaoperação contra o Comando Vermelho: imprensa internacional repercute caos no Rio

Operação que deixou 64 pessoas mortas e outras 81 presas é a mais letal da história do Rio de Janeiro

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Megaoperação contra traficantes do Comando Vermelho (CV), realizada nesta terça-feira (28) no Rio de Janeiro, resultou na morte de dezenas de pessoas
Especialista analisa o que MG precisa fazer para impedir entrada de traficantes do RJ • Reprodução / Redes sociais

A megaoperação das forças de segurança do Rio de Janeiro contra o Comando Vermelho, nesta terça-feira (28), repercutiu na imprensa internacional. Segundo o governo do estado, pelo menos 64 pessoas foram mortas e outras 81 foram presas nas ações no complexo do Alemão e da Penha.

O jornal argentino Clarín estampou a operação na capa do seu portal, classificando as imagens da operação como “cenas de guerra” entre narcotraficantes e policiais. O periódico afirmou que a ação das forças de segurança foi um dos maiores golpes contra o “sangrento comando vermelho”, ressaltando que os criminosos usaram drones para lançar explosivos contra policiais.

O britânico The Guardian reportou mais de 60 mortes como o pior dia de violência em uma operação policial nas favelas da capital fluminense. A matéria também destaca falas do governadorClaudio Castro (PL)" presentation="role" href="https://www.itatiaia.com.br/politica/megaoperacao-no-rio-governador-diz-que-estado-esta-sozinho-na-guerra-e-critica-governo-federal" data-cms-id="0000019a-2bfb-da19-abdb-bffbec660000" data-cms-href="https://www.itatiaia.com.br/politica/megaoperacao-no-rio-governador-diz-que-estado-esta-sozinho-na-guerra-e-critica-governo-federal" link-data="{"cms.site.owner":{"_ref":"00000187-6b8a-db51-afdf-ffae042a0000","_type":"ae3387cc-b875-31b7-b82d-63fd8d758c20"},"cms.content.publishDate":1761681220799,"cms.content.publishUser":{"_ref":"00000199-3fde-d431-a799-3fffc3980000","_type":"6aa69ae1-35be-30dc-87e9-410da9e1cdcc"},"cms.content.updateDate":1761681220799,"cms.content.updateUser":{"_ref":"00000199-3fde-d431-a799-3fffc3980000","_type":"6aa69ae1-35be-30dc-87e9-410da9e1cdcc"},"link":{"attributes":[],"item":{"_ref":"0000019a-2bfb-da19-abdb-bffbec660000","_type":"7d984112-0772-3a35-93aa-34c50aaf2ffd"},"_id":"0000019a-2c61-da19-abdb-bcf9a8ae0001","_type":"ee274d18-9a15-3a9b-b853-a43c7547d61b"},"theme.bundle-default.:link:LinkEnhancement.hbs._template":null,"theme.bundle-default.:link:LinkEnhancement.hbs._preset":null,"_id":"0000019a-2c61-da19-abdb-bcf9a8ae0000","_type":"02ec1f82-5e56-3b8c-af6e-6fc7c8772266"}"> Claudio Castro (PL), que disse que a cidade estava em “guerra”.

A agência de notícias Reuters também destacou que essa foi a operação mais letal da história do Rio, lembrando que a ação policial ocorreu dias antes de receber eventos de preparação para a Conferência do Clima das Nações Unidas, a COP30.

'Estado de defesa'

Segundo o governador Cláudio Castro (PL), a operação excedeu as competências do estado com segurança pública e se tornou uma situação de “estado de defesa”. Não é mais só responsabilidade do estado, excede as nossas competências. Já era pra ter um trabalho de integração com as forças federais. O Rio está sozinho”, disse.



A operação desta terça-feira deixou uma série de marcas no Rio de Janeiro, com aulas sendo canceladas em escolas e universidades, e vias sendo fechadas pelas forças de segurança. Imagens divulgadas logo pela manhã mostram o tiroteio nas ruas, inclusive com os criminosos usando drones para lançar bombas contra a polícia militar.

O governador também afirmou que essa é a maior operação da história das forças de segurança do estado. A ação contou com mais de um ano de investigação e 60 dias de planejamento.

“Uma operação do estado contra narcoterroristas– quem faz o que eles fazem são narcoterroristas. Já temos relatos de tentarem fechar a avenida Brasil e outras vias para desviar a atenção. Há grande possibilidade de lideranças encurraladas, detidas ou neutralizados”, disse.

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Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.

 

 

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