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Mãe de Eliza Samudio critica liberdade de Monique e frase usada em camisa

Publicação questiona declaração exibida durante julgamento e relembra morte de Henry

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Mãe de Eliza Samudio reage à liberdade de Monique e à frase usada na camisa
Mãe de Eliza Samudio reage à liberdade de Monique e à frase usada na camisa • Foto: Redes Sociais | CNN Brasil

Após o adiamento do júri sobre o caso Henry Borel e Monique Medeiros, a mãe da criança teve o relaxamento da prisão, podendo aguardar em liberdade até o novo júri, a mãe de Eliza Samudio, Sonia Fátima Moura, que participou de uma caminhada na orla da Praia de Copacabana no início do mês, quando se completaram cinco anos da morte de Henry, se pronunciou nas redes sociais e acusou Monique de ter cometido o crime.

Em um post feito nesta terça-feira (24), Sonia questionou uma frase estampada na camiseta que Monique usava durante o júri, com a seguinte frase: "Eu sou testemunha de amor, entre mãe e filho".

Segundo a mãe de Eliza Samudio, que desapareceu em 2010 e nunca teve o corpo encontrado, Henry foi "vítima da omissão de Monique e do seu parceiro".

“A senhora se apresenta como a prova viva do amor de uma mãe, mas onde estava esse amor quando Henry mais precisou? Não use a memória de Henry para justificar o seu crime", completou ela durante a publicação.

O julgamento do caso deveria ter ocorrido nessa segunda-feira (23), porém foi suspenso e remarcado para 25 de maio.

Também foi determinada pela juíza Elizabeth Machado Louro a nomeação de defensores públicos para Jairinho, acusado pela morte do menino, a fim de evitar uma eventual nova manobra.

O adiamento do júri aconteceu após os advogados alegarem que não tiveram tempo de analisar o material de um celular de Leniel Borel, pai de Henry, e que o conteúdo de um computador dele não teria sido disponibilizado na íntegra. Após a negativa, os cinco defensores de Jairinho optaram por abandonar o plenário do II Tribunal do Júri da Capital, localizado no Centro do Rio de Janeiro.

Segundo a magistrada, a conduta da defesa de Jairinho “fere um princípio que norteia as sessões de julgamento, os acusados e a família das vítimas”.

Relembre o caso Henry Borel

O menino Henry Borel, de 4 anos, morreu no dia 8 de março de 2021. O laudo de necropsia do Instituto Médico-Legal indicou que a criança sofreu 23 ferimentos pelo corpo e a causa da morte foi “hemorragia interna e laceração hepática”.

Ele apresentava lesões hemorrágicas na cabeça, lesões no nariz, hematomas no punho e abdômen, contusões no rim e nos pulmões, além de hemorragia interna e rompimento do fígado.

Monique é acusada de homicídio triplamente qualificado, tortura, fraude processual e coação no curso do processo. Ela foi denunciada também pelo crime de falsidade ideológica.

Segundo o MPRJ, ela prestou declaração falsa no hospital para onde levaram a criança, que chegou ao local já sem vida. “Ao buscar atendimento para seu filho, objetivou mascarar as agressões sofridas por este, evitando a responsabilização penal de seu companheiro”, registrou a denúncia.

Filho do ex-deputado estadual Coronel Jairo, o ex-vereador era casado com Monique, professora e mãe de Henry, filho de um relacionamento anterior. Moravam em um apartamento na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio. Na madrugada em que o menino morreu, e foi levado pelo casal, aparentemente desacordado, ao Hospital Barra D'Or, no mesmo bairro. Ali, médicos constataram que o menino morrera. O casal alegava ter encontrado Henry desmaiado no quarto onde dormia.

A Polícia Civil indiciou Jairinho por tortura e o responsabilizou pela morte do enteado. Assim como Jairinho, ela alega ser inocente.

 

 

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), já trabalhou na Record TV e na Rede Minas. Atualmente é repórter multimídia e apresenta o Tá Sabendo no Instagram da Itatiaia.