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Caso Henry Borel: advogado de Jairinho recebe alta, comenta infarto e faz alerta; confira

Em depoimento exclusivo à Itatiaia, Fabiano Lopes relatou intercorrência de saúde momentos antes do julgamento; defensor assume uso de anabolizantes e faz alerta

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Em entrevista exclusiva à Itatiaia, o advogado Fabiano Lopes, que atua na defesa de Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, comentou sobre o infarto que sofreu momentos antes de participar do julgamento do caso que investiga as circunstâncias da morte do menino Henry Borel, que teve início nesta segunda-feira (25). De acordo com o criminalista, a intercorrência de saúde se deu por conta do uso de anabolizantes, situação similar a que levou a morte do fisioculturista e influenciador digital Gabriel Ganley, no último sábado (23).

O defensor relata que foi socorrido por colegas de profissão, tendo sido levado e internado no Hospital Glória D'Or, na capital fluminense. Fabiano chegou à unidade de saúde com apenas 30% de capacidade cardíaca, além de comprometimento no funcionamento dos rins. Apesar da gravidade clínica do caso, o criminalista assinou um termo de responsabilidade e recebeu alta médica, mesmo contra a opinião da equipe médica. Segundo ele, a intenção é continuar o trabalho na defesa de Jairinho.

"Eu assinei, eu assumi a responsabilidade. Os médicos não queriam que eu saísse, queriam que eu continuasse internado. Mas, eu tenho que cumprir o meu mister [...] eu vou para o plenário, eu vou terminar o que eu comecei, vou correr esse risco", declarou.

Confira a declaração completa do advogado:

Relembre o caso

Henry Borel Medeiros morreu em março de 2021, aos 4 anos, no Rio de Janeiro. Na época, ele estava sob os cuidados da mãe, Monique Medeiros, e do então namorado dela, o médico Jairinho, conhecido politicamente como Dr. Jairinho.

Inicialmente, a morte foi apresentada como consequência de um acidente doméstico. No entanto, a investigação conduzida pela Polícia Civil e pelo Ministério Público apontou inconsistências nos relatos apresentados pelos adultos que estavam no apartamento naquela noite. Laudos periciais concluíram que a causa da morte foi hemorragia interna e laceração hepática provocadas por ação contundente. O conjunto de exames também identificou múltiplas lesões no corpo da criança. As investigações sustentaram que Henry teria sido vítima de agressões anteriores à morte e indicaram que o então vereador teria agido diretamente contra o menino. Já Monique foi acusada de omissão e participação nos fatos descritos pela acusação.

Desde então, o caso passou a ocupar espaço central no debate público sobre violência infantil, proteção institucional e responsabilização de responsáveis legais. Além da repercussão judicial, o caso também teve desdobramentos legislativos. Após a morte do menino, foi criada a chamada Lei Henry Borel, que ampliou mecanismos de prevenção e enfrentamento à violência doméstica contra crianças e adolescentes, incluindo medidas protetivas específicas.

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Estudante de Jornalismo na PUC e apaixonada pela área, Gabriela Neves gosta de contar histórias empolgantes e desafiadoras. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e mundo. Tem experiência em marketing pela Rock Content, cobertura de cidades pela Record Minas e assessoria política na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

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Repórter policial e investigativo, apresentador do Itatiaia Patrulha.