'Bullying': adolescente tem dentes quebrados após ser agredida em frente a escola no Rio
Pai da adolescente contou que a família já havia denunciado à escola que um grupo de meninas praticava bullying com ela

A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga um caso de agressão contra uma estudante, em frente a Escola Municipal Raphael Almeida Magalhães, em Jardim Bangu, na Zona Oeste da cidade. A jovem teve os dentes quebrados, vários hematomas no rosto, além de ferimentos na gengiva. O caso aconteceu nesta terça-feira (19). De acordo com Jhonatan Rodrigues, pai da adolescente, a filha já vinha se queixando de um grupo de meninas que praticava bullying contra ela.
“Chamavam ela de feia, implicavam com ela e a gente sempre passava para a direção da escola. Eles até tomaram uma atitude num primeiro momento, chamando os pais, pra fazer uma reunião. Mas na última quinta-feira (14), uma menina já tinha tentado agredir minha filha dentro de escola e a gente ligou pra polícia. A gente tentou resolver de forma amigável junto com a direção. E na terça-feira, uma das meninas do grupo agrediu minha filha”, relatou.
A jovem levou socos e chutes no rosto e ainda teve os dentes quebrados.
“Ela só tem um rim e a gente ficou com medo de machucar o rim dela”, disse o pai.
A estudante foi levada ao Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo, na Zona Oeste, onde passou por exames de imagem e foi avaliada por uma equipe multidisciplinar. Ela já recebeu alta.
“Os hematomas melhoraram mas o trauma maior é o psicológico. A gente cobra uma posição da Secretaria de Educação e da polícia. Porque a gente quer justiça. O psicológico dela está muito abalado, e ela chora muito”, completou o pai.
Por meio de nota, a Secretaria Municipal de Educação disse que repudia qualquer forma de agressão dentro ou fora do ambiente escolar. Ainda segundo a pasta, a aluna que se desentendeu com a colega já tinha sido transferida para outra turma, no entanto, após a agressão, a secretaria procedeu com a transferência da estudante para outra instituição de ensino. A secretaria disse ainda que a estudante vítima da agressão e sua família estão recebendo todo o acolhimento e acompanhamento necessários e que foi oferecida a opção de transferência de unidade, mas, no momento a família não quis. Por fim, a pasta informou que instaurou uma sindicância e encaminhou o caso ao Conselho Tutelar.
Já a Polícia Civil disse que as representantes legais das envolvidas e a diretora da escola prestaram depoimento na 34ª DP (Bangu) e que diligências estão em andamento para apurar integralmente todos os fatos.
Diana Rogers tem 34 anos e é repórter correspondente no Rio de Janeiro. Trabalha como repórter em rádio desde os 21 anos e passou por cinco emissoras no Rio: Globo, CBN, Tupi, Manchete e Mec. Cobriu grandes eventos como sete Carnavais na Sapucaí, bastidores da Copa de 2014 e das Olimpíadas em 2016.



