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Bicheiro Rogério de Andrade vai a júri popular por morte de Fernando Iggnacio no Rio

Justiça manteve a prisão preventiva de Rogério e de Gilmar Eneas Lisboa, apontado como responsável por monitorar a vítima antes do crime

Por e 
Vídeo: morador de rua é agredido por guardas no centro de SP | CNN Brasil
Bicheiro Rogério de Andrade • Créditos: CNN Brasil

O bicheiro Rogério de Andrade, apontado como mandante do assassinato do também bicheiro Fernando de Miranda Iggnacio, vai a júri popular. O crime ocorreu em novembro de 2020, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro, e foi motivado pela disputa entre Rogério e Fernando pelo controle de pontos de exploração de jogos de azar.

Segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro, também foi pronunciado Gilmar Eneas Lisboa, denunciado por monitorar a rotina da vítima antes do crime. A Justiça manteve a prisão preventiva de ambos. A decisão, proferida pela 1ª Vara Criminal da Capital, foi solicitada pelo Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (Gaeco-MPRJ).

A investigação aponta que Rogério determinou a Márcio Araújo de Souza, integrante de sua organização criminosa e homem de sua confiança, que organizasse a execução. Fernando foi morto a tiros de fuzil após desembarcar de um helicóptero no heliporto da HeliRio. Os criminosos aguardaram a vítima por cerca de quatro horas em um terreno ao lado do estacionamento.

Rogério já havia sido denunciado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro pelo mesmo crime em 2021.

Em 2022, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou o trancamento daquela ação penal por entender que a denúncia apresentava fragilidade probatória. A partir de um novo Procedimento Investigatório Criminal (PIC), o Gaeco-MPRJ aprofundou as investigações, reuniu novas provas sobre a participação de Rogério e identificou Gilmar como mais um envolvido no homicídio.

A nova denúncia foi recebida pela Justiça em outubro de 2024 e mantida pelo STF, que, em junho de 2026, rejeitou uma reclamação da defesa de Rogério ao considerar demonstrada a existência de novos elementos de prova.

Na decisão, a Justiça rejeitou os questionamentos das defesas sobre a validade das provas digitais e concluiu haver indícios suficientes de autoria e participação para que Rogério e Gilmar sejam submetidos ao Tribunal do Júri. A defesa recorreu da decisão, mas a Justiça a manteve.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), já trabalhou na Record TV e na Rede Minas. Atualmente é repórter multimídia e apresenta o Tá Sabendo no Instagram da Itatiaia.

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Diana Rogers tem 34 anos e é repórter correspondente no Rio de Janeiro. Trabalha como repórter em rádio desde os 21 anos e passou por cinco emissoras no Rio: Globo, CBN, Tupi, Manchete e Mec. Cobriu grandes eventos como sete Carnavais na Sapucaí, bastidores da Copa de 2014 e das Olimpíadas em 2016.

 

 

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