Vídeo: mulher denuncia paciente por uso de cocaína no Pronto-Socorro João XXIII
Fhemig informou que apura o caso; PM esteve no local e não encontrou nenhuma substância ilícita

Um paciente do Pronto-Socorro João XXIII foi flagrado cheirando cocaína em uma sala mista dentro do hospital, localizado na Região Centro-Sul de Belo Horizonte e que é um dos maiores prontos-socorros da América Latina. O fato ocorreu na madrugada desta sexta-feira (14) e revoltou pacientes. Em nota, a Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) informou à Itatiaia que "realizará a apuração do caso, adotando as providências cabíveis, se necessário".
As imagens mostram dois homens conversando. Um deles está deitado, e o outro aparece sentado, com o braço direito engessado. Em determinado momento, ele abaixa a cabeça e cheira o que a testemunha identificou como cocaína.
"É uma sala mista, em que a gente fica aguardando vaga. Dois homens (pacientes) estavam conversando, não respeitando ninguém, falando alto. Um deles foi até a cama, pegou um pino de cocaína e, simplesmente, começou a usar. Achei muita falta de respeito", disse à Itatiaia uma pessoa que aguardava vaga.
O fato foi comunicado a uma enfermeira. "Elas não podem fazer nada", comentou a pessoa. "A ousadia dele, que não se preocupou nem com uma câmera que tem dentro da sala. Não respeitam ninguém. Tinha mulheres e idosos dentro da sala. Muito absurdo mesmo."
O que diz a Fhemig?
Em nota, a Fhemig informou que segue rigorosamente as normas que vedam o eventual uso ou porte de substâncias ilícitas em suas unidades. O texto destaca ainda que o caso será apurado.
"A Polícia Militar esteve no local e, durante a abordagem, não foi localizada nenhuma substância ilícita. A Fhemig mantém atuação integrada com os órgãos de segurança pública na prevenção e no enfrentamento de situações que possam comprometer a segurança de pacientes, acompanhantes e trabalhadores nas unidades hospitalares", diz trecho do texto.
"Por respeito à Lei Geral de Proteção de Dados e ao sigilo do prontuário, a Fhemig não fornece informações que possam identificar pacientes ou detalhar situações individuais de atendimento", conclui o texto.
Jornalista formado pela Newton Paiva. É repórter da rádio Itatiaia desde 2013, com atuação em todas editorias. Atualmente, está como editor de Cidades, Brasil e Mundo.
Repórter policial e investigativo, apresentador do Itatiaia Patrulha.
Amanda Antunes cursou jornalismo no Unileste (Centro Universitário Católica do Leste de Minas Gerais), com graduação concluída na Faculdade Estácio, em Belo Horizonte. Em 2009, começou a estagiar na Rádio Itatiaia do Vale do Aço, fazendo a cobertura de cidades. Em 2012, chegou à Itatiaia Belo Horizonte. Na rádio de Minas, faz parte do time de cobertura policial - sua grande paixão - e integra a equipe do programa ‘Observatório Feminino’.





