Veja itens encontrados na casa da empresária suspeita de desviar R$ 35 milhões a Grande BH
Samira Monti Bacha Rodrigues, foi presa em Nova Lima; o valor de todo material apreendido é estimado em R$ 15 milhões, segundo a PC

De bolsa de grife a pulseira de diamantes. Esses são alguns dos itens luxuosos encontrados na casa da empresária Samira Monti Bacha, de 40 anos, presa nessa quarta-feira (27), em Nova Lima, apontada pela polícia civil como cabeça desse esquema (veja lista abaixo).
Nesta sexta-feira (28), a Justiça deve decidir se mantém presos ou não os membros da família Bacha e outras pessoas envolvidas em um esquema de fraude financeira, que teria desviadoR$ 35 milhões de três empresas.
- diversas de bolsas de grife, que valem de R$ 40 mil a R$ 200 mil;
- relógios de marcas famosas;
- dinheiro em espécie;
- pulseira de diamantes e
- carro de R$ 600 mil
Também estão presos o irmão de Samira, Leonardo Monti Bacha, a dona de uma joalheria em Nova Lima e outro homem, Pedro Augusto Cotta Rodrigues. Ontem, aconteceu a audiência de custódia desses presos, que é quando é decidido se eles permanecem detidos ou não.
Nesse procedimento, a justiça indeferiu o pedido da defesa para a liberdade, pedindo que a polícia civil colhesse o depoimento deles, o que foi feito durante a tarde. Além disso, a Justiça concedeu um prazo de 24 horas, que termina hoje, para o Ministério Público analisar todo o processo e poder definir se é a favor ou contra a manutenção das prisões. O juiz também decretou sigilo sobre o caso.
Desvios
Nas viagens a Dubai, a suspeita de ser mandante do esquema trouxe várias joias e se associou com uma joalheria na região de Nova Lima. No momento da prisão, a empresária estava no próprio apartamento avaliado em R$ 6 milhões. O imóvel fica em um condomínio de alto padrão.
Em um primeiro momento, a suspeita teria devolvido ao grupo cerca de R$ 4 milhões em bens de alto valor, além de R$ 800 mil por meio de Pix, após ser confrontada pelas vítimas. Posteriormente, a mulher passou a negar o crime e ocultar o restante desviado, além de coagir testemunhas relacionadas com a investigação.
As investigações apontam que Samira comprava e lucrava com os cartões de créditos da empresa. Quando chegava a faturar, ela mandava cancelar essa fatura e renovar o crédito. “Nós verificamos que ela não conseguia comprovar a origem desse material, não tinha sequer uma nota fiscal para se apresentar para os policiais”, conclui o delegado da PC.
A reportagem da Itatiaia está em contato com a defesa dos suspeitos, que ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso.
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