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Trote de falso afogamento de mãe e filha faz Bombeiros deslocarem helicóptero em Minas

Após não encontrar as vítimas, os Bombeiros tentaram contato com o telefone, que estava desligado, constatando o trote

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Imagem ilustrativa • CNN Brasil

O Corpo de Bombeiros de Varginha recebeu um telefone nesta terça-feira (8) informando, em detalhes, que uma mulher havia pulado de uma ponte com uma criança. A situação alarmou os militares, que deslocaram um helicóptero até Boa Esperança, no Sul de Minas, para realizar o resgate.

Ao pousarem no local indicado, os Bombeiros conversam com pescadores que afirmaram que ninguém havia pulado no rio. Os agentes se deslocaram para outra ponte, onde conversaram com testemunhas que também disseram que ninguém caiu no local.

Os militares tentaram retornar o contato com o telefone diversas vezes, mas o número se encontrava desligado. Após a ação, foi certificado ser um trote.

Desligue essa ideia

De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), desde 2013 foram mais de 340 mil ligações, sendo que 30% delas trotes. O 193 é uma Central de Emergência e deve ser acionada para casos de acidentes, incêndios, afogamentos, soterramentos ou quaisquer situações de risco.

"Quando o bombeiro sai para atender um trote, ele deixa de atender uma vítima real. O custo com o atendimento de um trote quem paga é você."

Ainda de acordo com os Bombeiros, crianças e adolescentes são os principais responsáveis pelos trotes, que comprometem o atendimento, deslocando o atendimento e podendo deixar alguém que realmente precisa de socorro desamparada.

"O artigo 266 do Código Penal Brasileiro prevê pena de um a três anos, além de multa, para os casos de perturbação do serviço telefônico de emergência."

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Formado em Jornalismo pelo UniBH, em 2022, foi repórter de cidades na Itatiaia e atualmente é editor dos canais de YouTube da empresa.