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Tribunal do júri absolve dono de bar acusado de matar cliente em BH

Marco Aurélio Capabianco foi acusado de matar um cliente do próprio bar com um golpe de canivete durante uma discussão no bairro Santa Inês

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Marco Aurélio Capabianco foi acusado de matar um cliente do próprio bar com um golpe de canivete durante uma discussão no bairro Santa Inês • Divulgação / Fórum Lafayette

O 3º Tribunal do Júri de Belo Horizonte absolveu, nesta quarta-feira (6), Marco Aurélio Capabianco, acusado de matar Éverton de Faria Santos durante uma discussão em um bar, no bairro Santa Inês, na Região Leste de Belo Horizonte. A decisão foi tomada apesar dos jurados acolherem os argumentos dos advogados de acusação de que haveria provas sobre a autoria do crime.

De acordo com a denúncia do Ministério Público (MPMG), o crime teria sido motivado por um erro na cobrança da conta de consumo. Durante o julgamento, o acusado, contudo, negou que tivesse atingido a vítima com algum instrumento perfuro-cortante. Ele alegou que realmente tinha um canivete há mais de dois anos dentro da loja, mas não chegou a pegá-lo.

O homem também negou que tivesse falado para o seu filho, que também estava na confusão, que tinha atacado alguém com canivete ou faca durante a briga. Marco Aurélio alegou que só teve contato com a vítima quando ela estava ferida no chão depois da confusão.

Ele, ainda, confirmou que só queria proteger seu filho e que não estava arrependido da agressão porque não se recordava de ter agredido a vítima. Ao todo, três testemunhas foram ouvidas no 3º Tribunal do Júri de Belo Horizonte. A sessão de julgamento terminou na tarde desta quarta (6) com a absolvição da vítima.

À Itatiaia, a cunhada da vítima, que não será identificada, questionou a conclusão do conselho de sentença. De acordo com ela, houve um erro de interpretação dos jurados na hora dos votos.

“Os meus sogros estão muito, muito chateados. E a gente quer justiça. A gente sabe que nada vai trazer o Everton novamente. Nós sabemos disso. Mas que esse cara não fique impune. Porque é um cara que tá aí, matou uma pessoa (...). Então, pra mim ele passa a ser um risco pra sociedade. Mata e fala que não mata?”, relatou.

A decisão ainda cabe recurso, o que é considerado uma esperança para os familiares da vítima. “Uma pessoa não enfia um canivete na outra com a intenção de somente machucar, ainda mais com a profundidade que foi. Então, não existe isso”, continuou.

O advogado do Marco Aurélio, por outro lado, alegou que a decisão fez jus ao que realmente aconteceu. Ele questionou a forma que a investigação foi conduzida.

"O réu em momento nenhum afirmou ter enfiado canivete em ninguém, muito pelo contrário. Ninguém viu o momento que a vítima se feriu. Nem sabe de que forma ela foi ferida, nem por qual arma, nem por qual objeto, nem por qual pessoa... ninguém viu absolutamente nada. O réu em nenhum momento falou que foi ele, muito pelo contrário", afirmou.

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Formado em jornalismo pela PUC Minas, foi produtor do Itatiaia Patrulha e hoje é repórter policial e de cidades na Itatiaia. Também passou pelo caderno de política e economia do Jornal Estado de Minas.

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Jornalista formada pelo UniBH, é apaixonada pelo dinamismo do factual e pelo poder das histórias bem narradas. Com trajetória que inclui passagens pelo Sistema Faemg Senar, jornal Estado de Minas e g1 Minas, possui experiência em múltiplas plataformas e linguagens. Atualmente, integra a redação da Rádio Itatiaia, onde acompanha os principais acontecimentos de Minas Gerais, do Brasil e do mundo