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Três pessoas são presas suspeitas de integrar quadrilha que falsifica atestado médico para detentos do Sul de Minas

Investigações indicam que a responsável pela falsificação dos atestados os vendia por R$ 50 cada

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Mais de 40 atestados falsificados foram apreendidos pela polícia
Mais de 40 atestados falsificados foram apreendidos pela polícia • freepik/ reprodução/ imagem ilustrativa

Três pessoas foram presas suspeitas de integrarem uma quadrilha que falsifica e vende atestados médicos para presos por R$50, em São Sebastião do Paraíso, no Sul de Minas. O inquérito policial já conta com o indiciamento de oito envolvidos. Mais de 40 atestados falsificados foram apreendidos.

De acordo com a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), as investigações tiveram início em maio deste ano, quando a polícia tomou conhecimento de que alguns presos estavam apresentando os documentos com indícios de fraude ao Juízo de Execução — na tentativa de justificar ausência no cumprimento das penas.

“Paralelamente, uma empresa em São Sebastião do Paraíso relatou à PCMG que vários atestados apresentados por seus funcionários para justificar as faltas ao trabalho também apresentavam indícios de fraude”, informou a corporação.

Após levantamentos, a polícia confirmou as falsificações: os documentos tinham carimbos e assinaturas dos mesmos médicos.

Os médicos foram ouvidos e nenhum deles reconheceu as caligrafias e as assinaturas nos atestados, além de apontarem divergências nos carimbos. Os policiais civis ainda verificaram não haver registros de consultas dos supostos pacientes nos respectivos hospitais e postos de saúde onde teriam sido atendidos.

“Os suspeitos devem responder por crimes de associação criminosa, falsificação de documentos públicos e particulares, uso de documento falso, entre outros”, acrescenta.

Outros casos

No início do mês, a polícia informou que instaurou um inquérito para investigar supostas falsificações de atestados médicos dados por profissionais da saúde em duas unidades de saúde de Uberaba, no Triângulo Mineiro.

A Fundação de Ensino e Pesquisa de Uberaba (Funepu), que administra as UPAs, informou por meio das redes sociais que recebeu um pedido de verificação de autenticidade de atestados médicos entregues por funcionários de uma rede de supermercados na última semana de julho. Após identificarem sete atestados falsos em nome de três trabalhadores, a Funepu protocolou um requerimento junto à Polícia Civil para instauração de um inquérito.

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