Trabalhadores da Fhemig suspendem greve temporariamente
Greve ocorria desde a última terça-feira (17) em reivindicação por melhores condições de trabalho e salariais; Fhemig conta com mais de 15 unidades em Minas Gerais

Os trabalhadores da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) decidiram em assembleia realizada na tarde desta segunda-feira (23) suspender temporariamente a greve que ocorria desde a última terça-feira (17) em reivindicação por melhores condições de trabalho. A categoria aprovou aguardar o prazo de 10 dias solicitado pelo governo para analisar as demandas dos trabalhadores.
“Nesse sentido, foi aprovada a suspensão da greve a partir das 19 horas de hoje. E devemos avaliar posteriormente, após a esses 10 dias, quando tivermos a reunião, se de fato ele vai estar cumprindo com o que prometeu ou não”, disse presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Fhemig (SindPros), Carlos Martins, à Itatiaia.
De acordo com o líder sindical, a assembleia foi realizada após uma reunião com o governador de Minas Gerais, Matheus Simões, realizada neste segunda (23) no Hospital João XXIII, na Região Centro Sul de Belo Horizonte.
Durante o encontro, conforme Carlos Martins, o político garantiu que encaminhará para a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão de Minas Gerais (Seplag) e para a Fhemig as demandas sobre o pagamento do vale-transporte para os trabalhadores de Sete Lagoas e sobre a retirada do desconto do valor da alimentação enquanto os trabalhadores estiverem de férias.
"Realizamos uma assembleia dos trabalhadores, apresentando esse resultado da reunião e a maioria dos trabalhadores decidiu aceitar essa intervenção do governador no sentido mesmo que a nível ainda de promessa de que vai estar encaminhando uma solução para parte da nossa pauta de reivindicação para atender", explicou Carlos Martins.
A greve atinge toda a rede da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig). A instituição conta com mais de 13 mil profissionais e possui 15 unidades assistenciais em BH, Região Metropolitana e no interior de Minas Gerais. Unidades como o Hospital Pronto Socorro João XXIII, Maternidade Odete Valadares, Hospital Infantil João Paulo II, Hospital Alberto Cavalcanti, Hospital Júlia Kubitschek, Hospital Eduardo De Menezes e o Instituto Raul Soares – Psiquiátrico foram as mais afetadas (veja a lista completa no fim da matéria).
De acordo com o Sindpros e a Asthemg, os trabalhadores mativeram uma escala mínima, com objetivo de garantir a prestação de serviços e cuidados a todos os pacientes. Em decorrência da greve, cerca de 50 cirurgias tiveram que ser adiadas.
Os trabalhadores da Fhemig alegam que o Governo de Minas Gerais não apresentou soluções para os problemas apontados pelos servidores, como:
- reajuste salarial abaixo da inflação;
- descontos indevidos nos salários;
- retirada e sonegação de direitos trabalhistas;
- graves riscos à assistência aos pacientes devido a medidas administrativas da gestão;
- descumprimento de acordo;
- falta de propostas e respostas efetivas por parte da Fhemig/Seplag.
Jornalista formada pelo UniBH, é apaixonada pelo dinamismo do factual e pelo poder das histórias bem narradas. Com trajetória que inclui passagens pelo Sistema Faemg Senar, jornal Estado de Minas e g1 Minas, possui experiência em múltiplas plataformas e linguagens. Atualmente, integra a redação da Rádio Itatiaia, onde acompanha os principais acontecimentos de Minas Gerais, do Brasil e do mundo
